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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Com novo fôlego pós-crise, GM e Ford retomam disputa nos EUA

Fabricantes norte-americanas voltam a registrar alta nas vendas.
Vendas no país devem se aproximar do volume chinês, diz consultor.

Nas ruas das cidades Detroit e Dearborn - onde estão as matrizes da General Motors e da Ford, respectivamente- ainda é possível observar os danos causados da crise econômica nos Estados Unidos: lojas com promoções sem data para terminar, alto preço da gasolina, estacionamentos de shoppings vazios e muitas casas mal conservadas. Mas nada que tire o sorriso de concessionários e executivos de montadoras, que apostam na recuperação das vendas de veículos já neste ano. Com o novo fôlego da indústria local, uma velha disputa de mercado volta à tona: a “briga” entre Ford e GM.

A General Motors fechou os oito meses deste ano com 1.462.308 automóveis e comerciais leves vendidos, o que lhe garantiu a liderança das vendas nos EUA. O volume foi 6% superior ao registrado no mesmo período de 2009, durante a crise. Encostada, a Ford somou 1.308.887 unidades vendidas no país, ficando em segundo lugar. O crescimento é de 17% sobre os resultados de janeiro a agosto de 2009.  O mercado total somou 7.662.850 unidades de automóveis e comerciais leves comercializadas.

A tendência é de mais alta, de acordo com especialistas, mesmo com o fim de incentivos do governo para renovação de frota. Como vantagens em relação a concorrentes como a japonesa Toyota, a terceira em vendas nos EUA, as duas companhias têm ao lado o sentimento nacionalista do consumidor norte-americano e o aprendizado deixado pelas próprias dívidas que, aliás, superaram de forma rápida.

“GM e Ford saíram rapidamente de todo o processo de dívida. Elas caminham com as próprias pernas agora. A primeira previsão era a de que a GM levaria de três a quatro anos para sair da crise, e não ocorreu isso”, afirma o diretor superintendente da Jato Dynamics Brasil, Luiz Carlos Augusto.

Essa rapidez só foi possível devido à força do mercado norte-americano. De acordo com dados do anuário da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, somente o mercado de veículos dos Estados Unidos somou 10,6 milhões de unidades vendidas em 2009, no ápice da crise. Desse total, 5,45 milhões foram automóveis. Já o mercado brasileiro fechou o ano com 3,14 milhões de veículos vendidos.
Para este ano, a previsão de consultorias como a Jato Dynamics é de que o país chegue bem perto da China, que encerrou 2009 com 13,62 milhões de unidades licenciadas. Para 2011, a expectativa é de que passe e retome o primeiro lugar.

Assim, vantagem no mercado norte-americano também significa volume para chegar à liderança global. Na disputa entre as marcas, a japonesa Toyota encabeça o ranking mundial de vendas de automóveis no primeiro semestre, de acordo com levantamento da Jato Dynamics. Já a Ford está na segunda colocação, seguida da Volkswagen (10,73%) e da Chevrolet (da GM).

No entanto, a consultoria já aposta para o fim do ano que a Chevrolet atinja o segundo lugar e passe a Ford e a Volkswagen . A Ford deve ficar na terceira colocação, de acordo com a avaliação de Luiz Carlos Augusto.

Ford aposta em motores e design
“Enquanto íamos de carro ao Congresso [dos Estados Unidos], no meio do caminho, Allan Mullaly disse: ‘marquem uma reunião para amanhã. Não vamos aceitar esse dinheiro’”. Assim lembra o diretor mundial de vendas da Ford, Jim Farley, do dia em que CEO da empresa optou por não aceitar a ajuda financeira do governo norte-americano, em 2009. Eles foram de carro para a reunião, porque o Congresso havia criticado o uso de jatinhos pelos executivos das montadoras que beiravam a falência – Ford, GM e Chrysler.

Diante da postura dos congressistas, Mullaly marcou a reunião que mudou a história da companhia e a reergueu de uma profunda crise sem ajuda governamental e, muito menos, de bancos. Assim, a Ford passou a investir fortemente na qualidade dos produtos e no conceito “One Ford”, que busca plataformas globais que permitem a produção de veículos semelhantes em diversos mercados, tudo para reduzir custos.

De acordo com Farley, outros dois aspectos importantes para a companhia foram investir na divulgação dos motores Ecoboost, com menor consumo, e no design dos produtos – seja externo ou interno. “Design é o que mais vai pesar em um projeto daqui para a frente. E é um grande desafio, porque é difícil encontrar um designer com uma ideia inovadora. Normalmente, eles fazem uma grande criação e o resto apenas é derivado desta nova ideia”, ressalta o executivo.

Em julho, o modelo mais vendido nos Estados Unidos pela companhia foi o Ford F-Series. Entre os 30 carros mais comprados no país ficaram também o Fusion (9º), Escape (10º), Focus (13º), Edge (25º) e Econoline (26º).

GM faz aposta maior em carro híbrido
A General Motors também investiu em motores, especialmente para a marca Chevrolet. A diferença entre as duas foram as ações de marketing, de acordo com o diretor superintendente da Jato Dynamics Brasil. “As duas, na verdade, melhoraram os motores que já tinham. A diferença é que a Ford investiu em um marketing muito bem feito. Tiro o chapéu para eles”, diz o consultor.

Enquanto isso, a GM correu atrás de fidelizar seus clientes por meio de diversas ações na rede de concessionárias e colocar a Chevrolet em destaque com o lançamento do modelo Volt, definido como um híbrido invertido, por ter como motor principal o elétrico em vez do motor a combustão. “Há 20 anos era bonito falar da questão ambiental, agora é fundamental “, destaca Augusto.

De acordo com a atual presidente da GM do Brasil, Denise Johnson, o foco da companhia em todo o mundo é a qualidade dos produtos. Antes de chegar ao Brasil, a engenheira já havia ocupado a vice-presidência para relações Trabalhistas da GM América do Norte e a diretoria da linha de veículos no segmento de compactos.

“Nossas principais apostas para a América do Norte são o Buick Regal, o Chevrolet Volt, o Chevrolet Cruze e o Cadillac CTS Coupe”, afirma. Em julho, o Chevrolet Silverado foi o segundo modelo mais vendido no país. Na lista dos 30 mais também estão os Chevrolet Malibu (8º), Impala (15º), Cobalt (17º) e Equinox (19º). (Auto Esporte)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

General Motors entrega documentação para volta à bolsa

Montadora havia deixado o mercado de ações em 2009, na crise.
Venda de papéis poderá começar em novembro próximo.

A General Motors entregou nesta quarta-feira (18) à comissão de valores dos Estados Unidos (SEC) a documentação necessária para voltar a ser cotada na bolsa de Nova York no final do ano. A medida era esperada desde a semana passada, quando a montadora também anunciou a saída do presidente Ed Whitacre, que será substituído em setembro por um dos conselheiros, Dan Akerson.

Não foi divulgado o número de ações que serão ofertadas ao público, nem o preço. A empresa também pretende ofertar ações no Canadá.

A GM abandonou os mercados quando declarou falência em junho de 2009 e passou seu conjunto de ações às mãos das autoridades dos Estados Unidos, Canadá, do sindicato United Auto Workers (UAW) e antigos credores.

O Departamento do Tesouro dos EUA injetou aproximadamente US$ 50 bilhões na GM durante a quebra, por isso controla atualmente 61% das ações.

Segundo o "The Wall Street Journal", o Tesouro também deve oferecer, em um primeiro momento, US$ 10 bilhões em ações da GM, e deve se desprender do resto do conjunto de ações em lances durante os próximos meses. O objetivo da oferta pública de ações é que a montadora se torne, novamente, uma empresa privada.

Venda pode começar em novembro
 
Na semana passada, o periódico "The Detroit News" afirmou que a GM poderia começar a vender as ações em novembro. No primeiro semestre do ano, a montadora faturou quase US$ 2,2 bilhões. Na última quinta-feira (12), anunciou que seus lucros no segundo trimestre somaram US$ 1,33 bilhão.

Em outro passo da retomada, o novo presidente assumirá o posto de executivo-chefe em 1º de setembro, e, no final do ano, ficará no cargo de presidente do conselho de administração. Akerson é um antigo executivo do mundo das telecomunicações e também ex-diretor da firma de investimentos Grupo Carlyle.(Auto Esporte)

 

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fornecedora Delphi sai da concordata nos EUA

Empresa, que pertencia à GM, levou quatro anos para finalizar processo


Após quatro anos sendo administrada de acordo com o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, a multinacional Delphi conseguiu sair na última terça-feira (6) do estado de concordata. A empresa, que pertenceu à GM, chegou a render vários bilhões de dólares para a fabricante norte-americana, mas sofreu um grave revés com a diminuição nas vendas daquele mercado.

A Delphi atualmente constituída será dividida entre os credores, que ficarão com a divisão de componentes eletrônicos da companhia, e a GM, a quem caberá a deficitária operação nos EUA. Com o plano de reestruturação aprovado pela Corte de Falências, a Delphi mudará sua razão social de Delphi Corporation para Delphi Holdings LLP. Rodney O’Neal, que ocupa o cargo de CEO na fornecedora, agradeceu “a confiança e lealdade dos consumidores, que confiaram na habilidade da Delphi de fornecer produtos de qualidade global, e o apoio dos fornecedores, que contribuíram com nossos esforços”.

O pedido de concordata da Delphi foi realizado em 8 de outubro de 2005 e, na época, foi o maior acontecimento do tipo para a indústria automobilística norte-americana, só perdendo relevância para as concordatas posteriores de Chrysler e GM. O custo estimado do processo da Delphi atinge a cifra de US$ 400 milhões (cerca de R$ 720 bilhões) incluídos os custos dos profissionais que cuidaram do caso. No ano passado, a Apaloosa Capital Management tentou adquirir a Delphi em uma negociação de US$ 2,55 bilhões (R$ 4,6 bilhões), mas o negócio não foi adiante devido a desistência de um dos investidores.


A GM ainda herdará uma dívida trabalhista de mais de US$ 1 bilhão (R$ 1,8 bilhão), sendo que mesmo assim anunciou um investimento de US$ 1,75 bilhão (R$ 3,1 bilhões) para fornecer empréstimos à Delphi. Em 2008, a fabricante de autopeças registrou um total de vendas de US$ 18 bilhões. A Delphi conta com 11 fábricas na América do Sul e atua nas áreas de tecnologia móvel, componentes e sistemas de transporte.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

União Europeia vai acompanhar a venda da Opel

Comissão vigiará para 'que se respeitam as normas europeias'.
Ajuda não poderá ser condicionada à localização das fábricas da Opel.


A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) advertiu nesta sexta-feira (11) que acompanhará a venda da Opel e que as ajudas públicas que possam ser definidas por alguns países não devem ser condicionadas à manutenção da produção em seus territórios.


A Comissão vigiará para "que se respeitam as normas europeias", advertiu o porta-voz do Executivo da União Europeia (UE), Johannes Laitenberger, que ressaltou que as ajudas de Estado "não devem ser condicionadas" a interesses não comerciais "ou à localização geográfica da reestruturação".


O porta-voz disse que a Comissão organizará, "quando achar apropriado", outra reunião em nível ministerial dos países comunitários afetados pela situação de Opel, semelhante a uma já realizada em março.



A General Motors (GM) - casa matriz da Opel - anunciou na quinta-feira (10) a venda de 55% da filial europeia ao fabricante de autopeças Magna, e também que a fábrica da Opel na Antuérpia seria fechada progressivamente.



O vice-primeiro-ministro e titular de Finanças da Bélgica, Didier Reynders, se mostrou hoje a favor de que a Comissão investigue um possível protecionismo alemão na venda da Opel à Magna.



Seus comentários ocorreram depois do anúncio do vice-presidente da GM, John Smith, de que se fecharia progressivamente a fábrica da Antuérpia.


Além disso, a Magna prevê que a fábrica de Figueruelas (Espanha) e a de Ellesmere (Reino Unido) reduzam sua atividade, enquanto as unidades em solo alemão não seriam afetadas.



O porta-voz da Comissão Europeia evitou comentar o anúncio sobre a Antuérpia ou os planos da Magna, e insistiu em que ainda não há decisões firmes.



A decisão da GM de vender à Magna 55% da Opel "é o lançamento de um processo e agora é preciso finalizar os detalhes", acrescentou Laitenberger. A porta-voz da GM Bélgica, Ann Wittemans, disse que "ainda não foi tomada nenhuma decisão" sobre o futuro da unidade da Antuérpia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Merkel diz que não há possibilidade de GM manter Opel

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje não ter o menor indício de que a companhia General Motors (GM) pretenda manter o controle sobre a marca automobilística alemã Opel, e advertiu que, nesse caso, não haveria possibilidade de dar ajudas estatais a essa filial.

"Essa solução nunca nos foi colocada", disse Merkel, em declarações à televisão privada "N24", para ratificar que seu governo já se decidiu pelo plano apresentado pelo consórcio canadense-austríaco Magna.

A imprensa americana afirmou estes dias que, por parte da GM, existe o plano de manter o controle sobre a Opel, apesar de que, sobre a mesa, só se trabalha sobre as opções de aquisição apresentadas pela Magna e pelo investidor belga RHJ International.

O governo alemão seria o principal avalista da operação e advertiu que só aceitará o plano da Magna.

Em suas declarações à televisão, Merkel afirma que não pode haver uma ajuda estatal se a GM efetivamente pretendesse ficar com a Opel, já que "o que for financiado a partir da Europa deve ficar na Europa".

"Estamos negociando com a parte americana sobre questões ainda abertas a respeito do conceito da Magna", disse Merkel, que expressou sua confiança de que, após a próxima reunião do conselho da GM, em 8 e 9 de setembro, saia uma decisão.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

GM faz novo acordo para venda da Saab

Empresa sueca Koenigsegg tem interesse em controlar a marca.
Negócio só poderá ser fechado com aprovação da Comissão Europeia.

A General Motors anunciou nesta terça-feira (18) que chegou a um novo acordo para vender a marca sueca Saab para a empresa especializada na produção de carros esportivos Koenigsegg, também da Suécia. Em junho, as empresas já haviam assinado um outro acordo prévio, mas o negócio ainda não foi fechado porque a GM espera ainda por uma avaliação do Banco de Investimento Europeu e das garantias do governo sueco.

Carl-Peter Forster, presidente da GM Europa, disse que "este acordo prévio é um passo importante a caminho de um acordo final". O Ministério do Desenvolvimento da Suécia, no entanto, afirma que ainda existem detalhes que precisam ser resolvidos, como uma maior participação de capital privado da Koenigsegg no negócio. "É preciso ainda uma aprovação da Comissão Europeia", diz Joran Hagglund, representante do ministério.

Como parte da proposta, GM e Saab compartilhariam tecnologia e serviço durante um período de tempo a ser definido.

A GM esperava um investimento de US$ 600 milhões do banco europeu, mas segundo o jornal sueco "Dagens Industri", especializado em economia, a Koenigsegg precisaria de mais US$ 412 milhões para fechar a compra.

(G1)

Programa de Obama faz GM crescer em vendas e voltar a contratar

Desempenho melhorou com incentivo federal aos consumidores.
Empresa vai readmitir 1,35 mil trabalhadores.

A General Motors, que este ano se declarou em concordata nos Estados Unidos, começou a readmitir funcionários demitidos diante de um aumento das vendas. "Aumentamos a atividade", disse o vice-presidente da empresa, Mark LaNeve, em entrevista coletiva em Detroit (Michigan), principal centro de operações da empresa.

A GM anunciou que aumentará a produção durante o segundo semestre do ano, como resultado do aumento das vendas, impulsionado pelo programa "dinheiro por ferro-velho" iniciado pelo Governo do presidente americano, Barack Obama, para reativar a indústria.

O maior fabricante de automóveis nos Estados Unidos readmitirá 1,35 mil trabalhadores e permitirá que outros 10 mil realizem horas extras, acrescentou. Essa recontratação significará a fabricação de 60 mil unidades acima do planejado durante os últimos dois trimestres do ano, disseram fontes da empresa.

LaNeve disse que a maioria dos empregados readmitidos será alocada à unidade de Lordstown, em Ohio. Os outros se juntarão ao atual pessoal da fábrica de Ontário (Canadá).

O executivo disse que a produção da GM aumentará em 35% durante o terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Afirmou que "o quarto trimestre será agora pelo menos 20% superior (em produção) ao terceiro trimestre, o que marca uma tendência muito positiva".

"É gratificante comprovar que está se acelerando a demanda por nossos produtos", disse LaNeve.

Tim Lee, vice-presidente da GM para fabricação e assuntos trabalhistas, disse que a empresa buscará "máxima flexibilidade para manter a produção de acordo com a demanda".

(G1)

terça-feira, 16 de junho de 2009

GM finaliza venda da Saab para Koenigsegg

Acordo entre montadoras foi assinado na manhã desta terça-feira

Após muitas negociações, a venda da Saab à montadora de supercarros Koenigsegg foi concretizada na manhã desta terça-feira, com a assinatura de um memorando que legitima a transação por ambas as partes. O acordo, que deve ser completado no início do terceiro trimestre, prevê um fundo de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) do Banco de Investimento Europeu, que será garantido pelo governo sueco.

A GM, por sua vez, comprometeu-se a apoiar a Koenigsegg investindo na produção de novos veículos que já estão na fase final de produção e concedendo plataformas e motores para a Saab. A duração dessa ajuda não foi divulgada, mas as expectativas apontam entre cinco e seis anos.

Dentre os novos modelos a serem produzidos estão a nova geração do Saab 9-5, a ser fabricada em Trollhättan, na Suécia, e o crossover 9-4X, que devem manter as plataformas atuais. A grande pergunta é em relação à próxima geração do 9-3, cuja nova plataforma pode ser a Delta II da GM.

As diferenças estruturais entre Saab e Koenigsegg são gigantescas: enquanto a segunda possui 50 funcionários e fabricou apenas 18 carros no último ano, a primeira emprega 3 400 pessoas e comercializou cerca de 100 000 veículos em 2008.

Mikael Wickelgren, especialista do mercado automotivo da Universidade de Skovde, dá seu parecer sobre o assunto: “Não há economias de escala entre Saab e Koenigsegg. Isso envolve uma constelação de compradores que provavelmente têm interesses diferentes na GM. A lógica da operação será única e especial, caso contrário, não consigo entender esse acordo".


(Terra)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

General Motors confirma venda da Hummer para grupo chinês


Negócio deve ser concluído até o fim do terceiro trimestre deste ano.
'Velha' GM segue em busca de interessados na Saturn, Saab e Pontiac.

A General Motors confirmou, nesta terça-feira (2), que o grupo chinês Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery é o comprador da marca Hummer. Os termos definitivos do acordo ainda são negociados.

Tengzhong "comprará os direitos da marca premium Hummer, junto com sua direção executiva e equipe operacional", destaca o comunicado. "Também assumirá os acordos de distribuição sobre a rede de concessionárias da Hummer".

Um dia após pedir concordata, a General Motors havia anunciado a assinatura de um protocolo de acordo com um comprador, não identificado, para vender sua marca Hummer até o final do terceiro trimestre.

A venda será submetida ao juiz de falências e às autoridades de regulação, e deve preservar mais de 3 mil empregos nos Estados Unidos, entre operários, engenheiros e funcionários de concessionárias, destaca a GM.

O acordo prevê que as fábricas da GM seguirão produzindo os veículos Hummer durante um período. Segundo o Wall Street Journal, a GM recebeu ofertas em torno de 5 bilhões de dólares pela Hummer.

A Hummer, que já foi fonte de lucro para o grupo, tornou-se um peso após o aumento dos preços dos combustíveis reduzir a demanda por seus veículos utilitários de alto consumo de gasolina.


Agora, a "velha" GM segue em busca de interessados na Saturn, Saab e Pontiac. A tentativa de livrar-se dessas marcas segue-se ao acordo de princípios fechado pela empresa no fim de semana para vender as unidades europeias Opel e Vauxhall para a fabricante de autopeças canadense Magna International.

A GM também informou que 16 partes já expressaram interesse na Saturn e que está em negociações com os possíveis compradores sobre a continuidade da linha de produtos da marca após a venda. Entre os interessados estão a gigante varejista do setor automotivo Penske Automotive Group e o grupo de private equity Black Oak Partners.

Lançada em 1984 com o objetivo de enfrentar a concorrência de estrangeiros, como a Toyota, a Saturn gerou bastante entusiasmo e gozou de reputação entre clientes de renda elevada, mas nunca apresentou a competitividade que a GM esperava.

A sueca Saab, por sua vez, informou que tem dinheiro suficiente para manter suas operações à tona por várias semanas, graças aos US$ 150 milhões que recebeu da GM em fevereiro. Até meados de maio, a marca sueca ainda possuía US$ 90 milhões desse empréstimo, e disse que não vai receber mais dinheiro da norte-americana concordatária.

"Teremos dinheiro suficiente para pagar salários e fornecedores e manter as operações até que saiamos do processo de reconstrução", disse a porta-voz Gunilla Gustavs. Ainda assim, o diretor financeiro da GM, Ray Young, disse a analistas que a empresa continua negociando a venda da marca com três partes interessadas. Ele acrescentou que o grupo deve dar prosseguimento também ao plano de separar-se da Pontiac. A marca sul-coreana GM Daewoo, porém, deve fazer parte da 'Nova GM' quando o grupo sair da concordata.

Fundada em 1908, a GM, que pediu concordata na segunda-feira (1º), fabrica carros e caminhões e emprega 235 mil pessoas em 34 países. No ano passado, o grupo vendeu 8,35 milhões de veículos em todo o mundo, sob as marcas Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Hummer, Opel, Pontiac, Saab, Saturn, Vauxhall e Wuling. O maior mercado da montadora são os EUA, seguidos por China e Brasil.

Consumidor deve estar atento a efeitos da GM no Brasil, diz ProTeste

Entidade de defesa do consumidor pede atenção à reposição de peças.
Procon diz que situação ficaria difícil se GM parasse de produzir no país.

O consumidor brasileira deve ficar atento aos efeitos que a concordata da montadora norte-americana General Motors (GM) pode produzir no País, segundo a associação de defesa do consumidor ProTeste. "Temos de considerar que uma concordata não é uma falência total, mas isso mostra que a coisa não anda bem para o lado da empresa", diz a coordenadora institucional da entidade, Maria Inês Dolci.


Segundo ela, os consumidores devem monitorar a oferta de peças de reposição e a disponibilidade dos serviços de manutenção, atenção que deve ser redobrada por quem possui um veículo importado da companhia. "Enquanto houver manutenção e reposição, a situação está sob controle, mas fica preocupante a partir do momento em que o consumidor encontra dificuldades para ter essas demandas atendidas." A GM do Brasil informa que não importa carros nem peças dos Estados Unidos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GM fracassa ao trocar dívida por ações

Quantidade principal de títulos oferecidos foi inferior à necessária.
Montadora está muito próxima do pedido de concordata.

A General Motors (GM) informou nesta quarta-feira (27) que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões, pois o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo dos 90% desejados pela montadora norte-americana. A empresa disse que seu conselho se reunirá para discutir o próximo passo, uma vez que a decisão aumenta as chances de um pedido de concordata da montadora.

A GM vinha buscando trocar a dívida por uma participação de 10% em uma empresa reestruturada. A GM disse anteriormente que enfrentaria uma concordata se menos de 90% dos detentores de bônus aceitassem o acordo, um porcentual que já era considerado quase impossível de se atender.

A montadora tem buscado se concentrar nas quatro marcas principais, enquanto fecha e venda linhas que estão abaixo da performance, na tentativa de se reerguer em meio ao forte declínio das vendas de automóveis.


A empresa pode pedir concordata antes do prazo estipulado pelo governo dos Estados Unidos, de 1º de junho, para se reorganizar em uma empresa viável. A GM espera passar pela recuperação judicial em apenas 30 dias, mas a corrida por uma concordata acelerada pode ter como obstáculo os investidores e revendedores da montadora.

A GM e o sindicato dos trabalhadores do setor automotivo dos EUA (UAW, na sigla em inglês) concordaram com um novo plano de reestruturação que daria ao sindicato uma participação significativamente menor na empresa do que o previsto anteriormente, e deixaria o governo norte-americano com ao menos 70% da montadora.

O plano do governo dos EUA também pede o pagamento integral aos credores assegurados da GM, incluindo os bancos Citigroup e JPMorgan, para quem a montadora deve cerca de US$ 6 bilhões. Isso removeria um potencial obstáculo a uma recuperação judicial acelerada. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 6 de março de 2009

GM cede patentes da Opel ao Tesouro americano, diz jornal

Medida é forma de garantia de ajuda pública.
GM pretende recomprar as patentes mais tarde.

A montadora General Motors (GM) cedeu as patentes de sua filial alemã Opel como garantia ao Tesouro americano em troca de ajuda pública, informa o jornal Bild-Zeitung em sua edição desta sexta-feira (6). A GM vendeu as patentes ao Tesouro na esperança de recomprá-las mais tarde, declarou uma fonte do governo alemão, que não quis ser identificada.


Por outro lado, o governo alemão está pensando em como ajudar a Opel, que tem 26 mil empregados na Alemanha e 50 mil na Europa. O executivo levará várias sermanas para decidir se concede ajudas, advertiu nesta sexta um porta-voz governamental, depois que vários dirigentes da Opel e da General Motors foram recebidos na chancelaria alema.


A Opel reclama 3,3 bilhões de euros (4,2 bilhões de dólares) de ajudas públicas. Mas o governo alemão está preocupado com a forte interdependência entre a filial e a GM, e teme que sua ajuda sirva, na realidade, para resgatar a casa matriz nos Estados Unidos.