diHITT - Notícias Auto Sauer: Crise Mundial
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fornecedora Delphi sai da concordata nos EUA

Empresa, que pertencia à GM, levou quatro anos para finalizar processo


Após quatro anos sendo administrada de acordo com o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, a multinacional Delphi conseguiu sair na última terça-feira (6) do estado de concordata. A empresa, que pertenceu à GM, chegou a render vários bilhões de dólares para a fabricante norte-americana, mas sofreu um grave revés com a diminuição nas vendas daquele mercado.

A Delphi atualmente constituída será dividida entre os credores, que ficarão com a divisão de componentes eletrônicos da companhia, e a GM, a quem caberá a deficitária operação nos EUA. Com o plano de reestruturação aprovado pela Corte de Falências, a Delphi mudará sua razão social de Delphi Corporation para Delphi Holdings LLP. Rodney O’Neal, que ocupa o cargo de CEO na fornecedora, agradeceu “a confiança e lealdade dos consumidores, que confiaram na habilidade da Delphi de fornecer produtos de qualidade global, e o apoio dos fornecedores, que contribuíram com nossos esforços”.

O pedido de concordata da Delphi foi realizado em 8 de outubro de 2005 e, na época, foi o maior acontecimento do tipo para a indústria automobilística norte-americana, só perdendo relevância para as concordatas posteriores de Chrysler e GM. O custo estimado do processo da Delphi atinge a cifra de US$ 400 milhões (cerca de R$ 720 bilhões) incluídos os custos dos profissionais que cuidaram do caso. No ano passado, a Apaloosa Capital Management tentou adquirir a Delphi em uma negociação de US$ 2,55 bilhões (R$ 4,6 bilhões), mas o negócio não foi adiante devido a desistência de um dos investidores.


A GM ainda herdará uma dívida trabalhista de mais de US$ 1 bilhão (R$ 1,8 bilhão), sendo que mesmo assim anunciou um investimento de US$ 1,75 bilhão (R$ 3,1 bilhões) para fornecer empréstimos à Delphi. Em 2008, a fabricante de autopeças registrou um total de vendas de US$ 18 bilhões. A Delphi conta com 11 fábricas na América do Sul e atua nas áreas de tecnologia móvel, componentes e sistemas de transporte.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Programa de Obama faz GM crescer em vendas e voltar a contratar

Desempenho melhorou com incentivo federal aos consumidores.
Empresa vai readmitir 1,35 mil trabalhadores.

A General Motors, que este ano se declarou em concordata nos Estados Unidos, começou a readmitir funcionários demitidos diante de um aumento das vendas. "Aumentamos a atividade", disse o vice-presidente da empresa, Mark LaNeve, em entrevista coletiva em Detroit (Michigan), principal centro de operações da empresa.

A GM anunciou que aumentará a produção durante o segundo semestre do ano, como resultado do aumento das vendas, impulsionado pelo programa "dinheiro por ferro-velho" iniciado pelo Governo do presidente americano, Barack Obama, para reativar a indústria.

O maior fabricante de automóveis nos Estados Unidos readmitirá 1,35 mil trabalhadores e permitirá que outros 10 mil realizem horas extras, acrescentou. Essa recontratação significará a fabricação de 60 mil unidades acima do planejado durante os últimos dois trimestres do ano, disseram fontes da empresa.

LaNeve disse que a maioria dos empregados readmitidos será alocada à unidade de Lordstown, em Ohio. Os outros se juntarão ao atual pessoal da fábrica de Ontário (Canadá).

O executivo disse que a produção da GM aumentará em 35% durante o terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Afirmou que "o quarto trimestre será agora pelo menos 20% superior (em produção) ao terceiro trimestre, o que marca uma tendência muito positiva".

"É gratificante comprovar que está se acelerando a demanda por nossos produtos", disse LaNeve.

Tim Lee, vice-presidente da GM para fabricação e assuntos trabalhistas, disse que a empresa buscará "máxima flexibilidade para manter a produção de acordo com a demanda".

(G1)

domingo, 28 de junho de 2009

Prorrogação do desconto de IPI garantirá empregos, dizem especialistas

Entenda porque o governo deverá estender benefício para veículos novos.
Retomada do crédito e queda da Selic também beneficiam o setor.

O mistério do governo sobre a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos mais uma vez gera euforia no mercado. Como aconteceu no final de março — antes de o benefício ser estendido por mais três meses — as concessionárias estão cheias de clientes que temem o fim do desconto, enquanto representantes do setor e consultores insistem no mesmo discurso: continuar com a redução significa manter o nível de emprego na indústria.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chrysler vai retomar produção em 7 fábricas

Montadora em concordafa fez aliança global com a Fiat.
Produção será retomada no final deste mês.

A Chrysler afirmou nesta quarta-feira (17) que irá retomar a produção em sete fábricas na América do Norte até o final do mês. É a primeira retomada em grande escala da produção da montadora desde que a Fiat, junto com outras empresas, comprou ações da Chrysler no começo de junho.


A Chrysler informou que quatro das fábricas estão nos Estados Unidos, sendo duas do Estado do Michigan, uma em Ohio, e uma no Missouri. Duas outras fábricas estão em Ontario, no Canadá, e uma em Toluca, no México.


As fábricas devem recomeçar a produção na semana do dia 29 de junho, afirmou a Chrysler. A montadora havia suspendido sua produção durante a época em que estava em concordata.


O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, dirigiu o processo acelerado de reestruturação da Chrysler, que entrou com o pedido de concordata no dia 30 de abril.


A montadora italiana Fiat liderou o grupo de empresas que comprou a maior parte dos ativos da Chrysler. Entre os acionistas da nova Chrysler também estão fundo de assistência médica ligado ao sindicato, que mantém uma grande parte dos ativos, e os governos dos EUA e do Canadá, que possuem participação menor.


Fábricas que fornecem peças à linha de produção, também voltarão a operar. A linha de produção da Chrysler em Conner Avenue, que fabrica o modelo Dodge Viper, retomou sua produção no último dia 15.


Mas as fábricas voltarão a ser fechadas logo, durante as férias de duas semanas pré-anunciadas em meados de julho, afirmou a Chrysler.

Bosch anuncia 900 demissões na fábrica de Curitiba


Empresa afirma que foi afetada pela queda das exportações.
Outros 3.000 funcionários ficarão em licença remunerada.

Afetada pela retração do mercado automotivo mundial de caminhões, a unidade da Bosch em Curitiba anunciou, nesta quinta-feira (18), 900 demissões. A planta é responsável pela fabricação de sistemas diesel, destinados à produção de veículos comerciais.

Em nota, a empresa afirma que a “ação foi necessária para garantir a competitividade da fábrica de Curitiba em longo prazo”. Para a redução dos níveis de estoque, cerca de 3.000 funcionários da unidade ficarão em licença remunerada até o dia 28 deste mês. Antes das demissões, a Bosch de Curitba contava com 4.000 funcionários.

"Oferecemos aos demitidos a extensão do plano médico por seis meses e encaminhamos os currículos desses funcionários para outras empresas da região, por se tratar de profissionais altamente qualificados", explica o gerente de Recursos Humanos da Bosch Curitiba, Duilo Damaso.

Segundo Damaso, há seis meses a empresa tem conversado com o Sindicato dos Metalúrgicos da região de Curitiba para encontrar caminhos alternativos que evitassem as demissões.


Segundo a Bosch, desde o último trimestre de 2008, a empresa tem registrado significativa queda no número de pedidos dos clientes para as tecnologias automotivas produzidas nesta fábrica, quando comparado ao inicialmente planejado. Por esta razão, a Bosch teve que reduzir fortemente seu volume de produção, principalmente destinado à exportação.

De acordo com Duilo Damaso, 60% da produção da unidade de Curitba é voltada para o mercado externo, entretanto, o volume de negócios tem caído significativamente. No caso do mercado brasileiro, a Bosch sentiu queda de 30% das vendas em relação ao volume comercializado no ano passado.

Para minimizar o impacto do prejuízo, a empresa também irá suspender os investimentos previstos antes da crise para o aumento de produção.

Mercado de caminhões


A crise no mercado de caminhões é mundial. Com a recessão econômica em diversos países, a demanda por veículos comerciais caiu, o que limitou a atuação de montadoras e fabricantes de autopeças em todo o mundo. Com o aumento da concorrência, as empresas precisam enxugar gastos e reduzir a produção para, assim, manter a competitividade no mercado.

"Caminhão é um investimento, ou seja, significa uma série de planejamentos e avaliações. A compra é bem diferente em relação a de um automóvel", explica o gerente da Bosch.

No caso do mercado nacional de caminhões, a situação não é diferente. Setores da economia como mineração, agricultura, construção civil e indústria em geral enfrentam reflexos da crise e limitam os investimentos em transporte.

Para ajudar a reverter a crise no segmento de caminhões no país, o Governo Federal já desenvolve um programa específico para estimular a venda de veículos comerciais, especialmente aos trabalhadores autônomos. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, a renovação de frota de caminhões terá de ser lenta e gradativa devido ao alto custo do produto.

(G1)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Redução do IPI para carros divide governo e indústria

Governo ainda não decidiu por nova prorrogação do benefício.
Muitos consumidores aproveitam desconto antes do possível fim.

O fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já virou novela. Os sinais sobre a prorrogação do IPI têm sido bastante contraditórios. Em uma semana a sensação é que a redução será mantida. Em outra, quando os números da economia melhoram, parece que o imposto volta mesmo no 1º dia de julho. A redução do IPI dos carros começou em dezembro do ano passado e já foi renovada uma vez.

(G1)

GM finaliza venda da Saab para Koenigsegg

Acordo entre montadoras foi assinado na manhã desta terça-feira

Após muitas negociações, a venda da Saab à montadora de supercarros Koenigsegg foi concretizada na manhã desta terça-feira, com a assinatura de um memorando que legitima a transação por ambas as partes. O acordo, que deve ser completado no início do terceiro trimestre, prevê um fundo de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) do Banco de Investimento Europeu, que será garantido pelo governo sueco.

A GM, por sua vez, comprometeu-se a apoiar a Koenigsegg investindo na produção de novos veículos que já estão na fase final de produção e concedendo plataformas e motores para a Saab. A duração dessa ajuda não foi divulgada, mas as expectativas apontam entre cinco e seis anos.

Dentre os novos modelos a serem produzidos estão a nova geração do Saab 9-5, a ser fabricada em Trollhättan, na Suécia, e o crossover 9-4X, que devem manter as plataformas atuais. A grande pergunta é em relação à próxima geração do 9-3, cuja nova plataforma pode ser a Delta II da GM.

As diferenças estruturais entre Saab e Koenigsegg são gigantescas: enquanto a segunda possui 50 funcionários e fabricou apenas 18 carros no último ano, a primeira emprega 3 400 pessoas e comercializou cerca de 100 000 veículos em 2008.

Mikael Wickelgren, especialista do mercado automotivo da Universidade de Skovde, dá seu parecer sobre o assunto: “Não há economias de escala entre Saab e Koenigsegg. Isso envolve uma constelação de compradores que provavelmente têm interesses diferentes na GM. A lógica da operação será única e especial, caso contrário, não consigo entender esse acordo".


(Terra)

Chrysler retoma produção do Viper nos EUA


Segundo porta-voz da marca, atividades serão retomadas nesta semana


Citando o porta-voz da Chrysler, Max Gates, o Wall Street Journal informa que a fabricante, em concordata desde 30 de abril, retomará a produção de suas fábricas nos Estados Unidos iniciando pela unidade de Conner Avenue, em Michigan, onde é produzido o Dodge Viper SRT10 em suas versões de rua e competição.

A planta emprega 115 pessoas e é destinada somente à produção do modelo. Ainda de acordo com Gates, as demais unidades fabris da marca deverão voltar a funcionar em menos de uma semana. Apesar disso, a tradicional “parada de verão” naquele país, programada para ocorrer entre 13 e 20 de julho, deverá ser mantida.

A retomada na produção do Viper, no entanto, não significa que a Chrysler abandonou os planos de vender os direitos sobre o carro ou encerrar a linha de montagem do modelo até o fim deste ano.

(Terra)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fiat finaliza aliança global com a Chrysler

A nova companhia atuará com o nome de Chrysler Group LLC.
Modelos da Fiat serão vendidos pela montadora americana nos EUA.

A venda da montadora americana Chrysler para um grupo liderado pela Fiat foi finalizada por volta das 9h, horário de Brasília, desta quarta-feira (10).

O acordo foi fechado um dia após o aval da Suprema Corte dos Estados Unidos que rejeitou o pedido de três fundos de pensão do estado de Indiana e permitiu a venda da montadora americana.

A conclusão da operação resultou na criação de uma nova companhia, que atuará com o nome de Chrysler Group LLC e começa a operar imediatamente.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Fiat mantém a proposta de compra da Chrysler


Negócio foi suspenso por decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Pedido havia sido feito por fundos de pensão de Indiana.

A Fiat mantém a proposta de compra da Chrysler, apesar da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de congelar a venda da montadora americana, anunciou o grupo italiano.

"A Fiat está comprometida, inclusive depois de 15 junho", afirmou um porta-voz da empresa, ao comentar a data a partir da qual a montadora italiana pode se retirar do processo, caso o plano de venda não seja validado.

A Suprema Corte americana decidiu na segunda-feira (8) adiar por tempo indefinido a compra dos principais ativos da Chrysler, que pediu concordata no fim de abril, por um consórcio liderado pela Fiat, depois de uma apelação apresentada por fundos de pensão do estado de Indiana.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Venda de carros novos cai quase 25% em maio no Reino Unido

No total, 134.858 automóveis foram emplacados no país.
Segundo a SMMT, é o 12º mês consecutivo de retração.

A venda de carros novos caiu em maio 24,8% no Reino Unido, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado foi divulgado, nesta quinta-feira (4), pela Sociedade de Comerciantes e Fabricantes Automobilísticos (SMMT, na sigla em inglês). No total, 134.858 automóveis foram emplacados no país em maio. Segundo a SMMT, trata-se do 12º mês consecutivo de queda das vendas.

Além disso, os emplacamentos caíram 27,9% durante os primeiros cinco meses de 2009, para 289.598 unidades, em comparação com o mesmo lance de 2008. "Embora a confiança dos consumidores melhore, a indústria automobilística do Reino Unido ainda enfrenta um clima econômico difícil", disse o diretor da SMMT, Paul Everitt.

A sociedade também assinalou que ainda é cedo para determinar os efeitos de uma iniciativa do governo para estimular o setor, com incentivo de 2.000 libras (2.300 euros) para quem vender um veículo com mais de dez anos de fabricação e comprar um novo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

General Motors confirma venda da Hummer para grupo chinês


Negócio deve ser concluído até o fim do terceiro trimestre deste ano.
'Velha' GM segue em busca de interessados na Saturn, Saab e Pontiac.

A General Motors confirmou, nesta terça-feira (2), que o grupo chinês Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery é o comprador da marca Hummer. Os termos definitivos do acordo ainda são negociados.

Tengzhong "comprará os direitos da marca premium Hummer, junto com sua direção executiva e equipe operacional", destaca o comunicado. "Também assumirá os acordos de distribuição sobre a rede de concessionárias da Hummer".

Um dia após pedir concordata, a General Motors havia anunciado a assinatura de um protocolo de acordo com um comprador, não identificado, para vender sua marca Hummer até o final do terceiro trimestre.

A venda será submetida ao juiz de falências e às autoridades de regulação, e deve preservar mais de 3 mil empregos nos Estados Unidos, entre operários, engenheiros e funcionários de concessionárias, destaca a GM.

O acordo prevê que as fábricas da GM seguirão produzindo os veículos Hummer durante um período. Segundo o Wall Street Journal, a GM recebeu ofertas em torno de 5 bilhões de dólares pela Hummer.

A Hummer, que já foi fonte de lucro para o grupo, tornou-se um peso após o aumento dos preços dos combustíveis reduzir a demanda por seus veículos utilitários de alto consumo de gasolina.


Agora, a "velha" GM segue em busca de interessados na Saturn, Saab e Pontiac. A tentativa de livrar-se dessas marcas segue-se ao acordo de princípios fechado pela empresa no fim de semana para vender as unidades europeias Opel e Vauxhall para a fabricante de autopeças canadense Magna International.

A GM também informou que 16 partes já expressaram interesse na Saturn e que está em negociações com os possíveis compradores sobre a continuidade da linha de produtos da marca após a venda. Entre os interessados estão a gigante varejista do setor automotivo Penske Automotive Group e o grupo de private equity Black Oak Partners.

Lançada em 1984 com o objetivo de enfrentar a concorrência de estrangeiros, como a Toyota, a Saturn gerou bastante entusiasmo e gozou de reputação entre clientes de renda elevada, mas nunca apresentou a competitividade que a GM esperava.

A sueca Saab, por sua vez, informou que tem dinheiro suficiente para manter suas operações à tona por várias semanas, graças aos US$ 150 milhões que recebeu da GM em fevereiro. Até meados de maio, a marca sueca ainda possuía US$ 90 milhões desse empréstimo, e disse que não vai receber mais dinheiro da norte-americana concordatária.

"Teremos dinheiro suficiente para pagar salários e fornecedores e manter as operações até que saiamos do processo de reconstrução", disse a porta-voz Gunilla Gustavs. Ainda assim, o diretor financeiro da GM, Ray Young, disse a analistas que a empresa continua negociando a venda da marca com três partes interessadas. Ele acrescentou que o grupo deve dar prosseguimento também ao plano de separar-se da Pontiac. A marca sul-coreana GM Daewoo, porém, deve fazer parte da 'Nova GM' quando o grupo sair da concordata.

Fundada em 1908, a GM, que pediu concordata na segunda-feira (1º), fabrica carros e caminhões e emprega 235 mil pessoas em 34 países. No ano passado, o grupo vendeu 8,35 milhões de veículos em todo o mundo, sob as marcas Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Hummer, Opel, Pontiac, Saab, Saturn, Vauxhall e Wuling. O maior mercado da montadora são os EUA, seguidos por China e Brasil.

Consumidor deve estar atento a efeitos da GM no Brasil, diz ProTeste

Entidade de defesa do consumidor pede atenção à reposição de peças.
Procon diz que situação ficaria difícil se GM parasse de produzir no país.

O consumidor brasileira deve ficar atento aos efeitos que a concordata da montadora norte-americana General Motors (GM) pode produzir no País, segundo a associação de defesa do consumidor ProTeste. "Temos de considerar que uma concordata não é uma falência total, mas isso mostra que a coisa não anda bem para o lado da empresa", diz a coordenadora institucional da entidade, Maria Inês Dolci.


Segundo ela, os consumidores devem monitorar a oferta de peças de reposição e a disponibilidade dos serviços de manutenção, atenção que deve ser redobrada por quem possui um veículo importado da companhia. "Enquanto houver manutenção e reposição, a situação está sob controle, mas fica preocupante a partir do momento em que o consumidor encontra dificuldades para ter essas demandas atendidas." A GM do Brasil informa que não importa carros nem peças dos Estados Unidos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GM fracassa ao trocar dívida por ações

Quantidade principal de títulos oferecidos foi inferior à necessária.
Montadora está muito próxima do pedido de concordata.

A General Motors (GM) informou nesta quarta-feira (27) que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões, pois o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo dos 90% desejados pela montadora norte-americana. A empresa disse que seu conselho se reunirá para discutir o próximo passo, uma vez que a decisão aumenta as chances de um pedido de concordata da montadora.

A GM vinha buscando trocar a dívida por uma participação de 10% em uma empresa reestruturada. A GM disse anteriormente que enfrentaria uma concordata se menos de 90% dos detentores de bônus aceitassem o acordo, um porcentual que já era considerado quase impossível de se atender.

A montadora tem buscado se concentrar nas quatro marcas principais, enquanto fecha e venda linhas que estão abaixo da performance, na tentativa de se reerguer em meio ao forte declínio das vendas de automóveis.


A empresa pode pedir concordata antes do prazo estipulado pelo governo dos Estados Unidos, de 1º de junho, para se reorganizar em uma empresa viável. A GM espera passar pela recuperação judicial em apenas 30 dias, mas a corrida por uma concordata acelerada pode ter como obstáculo os investidores e revendedores da montadora.

A GM e o sindicato dos trabalhadores do setor automotivo dos EUA (UAW, na sigla em inglês) concordaram com um novo plano de reestruturação que daria ao sindicato uma participação significativamente menor na empresa do que o previsto anteriormente, e deixaria o governo norte-americano com ao menos 70% da montadora.

O plano do governo dos EUA também pede o pagamento integral aos credores assegurados da GM, incluindo os bancos Citigroup e JPMorgan, para quem a montadora deve cerca de US$ 6 bilhões. Isso removeria um potencial obstáculo a uma recuperação judicial acelerada. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 20 de março de 2009

EUA anunciam ajuda de US$ 5 bilhões a fabricantes de autopeças

Ação tem como objetivo reduzir problemas na produção de veículos.
Em crise, GM aprova a medida do governo.

O Departamento do Tesouro do governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (19) que vai enviar US$ 5 bilhões aos fabricantes de autopeças americanos. Segundo o governo, o socorro busca dar confiança a um setor que emprega 500 mil pessoas nos Estados Unidos.

O anúncio do pacote foi imediatamente aplaudido pela General Motors, apesar de a ajuda ser mais que três vezes menos o valor solicitado pelos fabricantes em fevereiro.

O Programa de Apoio ao Fornecedor do Setor Automobilístico dará aos fabricantes de autopeças "a confiança de que necessitam para continuar operando, fornecendo peças e pagando seus empregados", afirmou o Departamento do Tesouro num comunicado.

Após o anúncio, a General Motors disse que o programa "reconhece a importância fundamental que a cadeia de fornecedores domésticos tem para manter o setor automobilístico americano em andamento".

Em nota, a GM acrescentou que "esta ação pode ajudar a reduzir o risco de problemas na produção de veículos, que seriam gerados se os fornecedores de autopeças fossem incapazes de produzir devido à falta de liquidez".

O Departamento do Tesouro disse que a GM e a Chrysler já aderiram ao programa e que agora as duas montadoras indicarão os fornecedores que receberão a ajuda do Governo.


A Ford, por sua vez, informou que, por continuar sendo viável e por não prever problemas nos pagamentos a seus fornecedores, não participará da iniciativa.


quinta-feira, 12 de março de 2009

União europeia empresta US$ 3,8 bilhões a montadoras

Dinheiro irá para as montadoras de Alemanha, Itália, França e Suécia.
Empresas vão receber novo reforço financeiro em abril.

O Banco Europeu de Investimentos (EIB) aprovou nesta quinta-feira (12) o empréstimo de 3 bilhões de euros (US$ 3,8 bilhões) à debilitada indústria automotiva europeia. O dinheiro irá para as montadoras de Alemanha, Itália, França e Suécia.

O braço de financiamento de longo prazo da União Europeia informou que emprestará 400 milhões de euros (US$ 514 milhões) para a fabricante sueca de caminhões Volvo e outros 400 milhões de euros (US$ 514 milhões) para a Scania, além de 200 milhões de euros (US$ 257 milhões) para a fabricante de automóveis Volvo, detida pela Ford.

Também serão emprestados 400 milhões de euros (US$ 514 milhões) cada para PSA Peugeot-Citroen, Renault, Fiat, BMW e Daimler.

O banco acrescentou prever aprovar mais 2,8 bilhões de euros (US$ 3,6 bilhões) em empréstimos para o setor em abril e maio, o que elevaria para 6,3 bilhões de euros (US$ 8,1 bilhões) a quantia fornecida desde dezembro pela entidade às montadoras.