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domingo, 15 de agosto de 2010

Saab quer vir para o Brasil


Sob o comando da Spyker desde fevereiro deste ano, a sueca Saab volta a pensar em crescimento e já está de olho no mercado brasileiro - um dos mais saudáveis do mundo. Segundo um comunicado da marca, a empresa nórdica está buscando um importador para entrar no mercado nacional. Entre as apostas da Saab para o Brasil está o recém-lançado sedã 9-5, que lidera a ofensiva de produtos da empresa. Também estão cogitados para o mercado brasileiro os crossover 9-4X e a versão wagon do 9-5, ambos na iminência de serem lançados.

A Saab tem representações em 53 países ao redor do mundo. O anúncio de um representante em solo brasileiro será feito dentro dos próximos três meses. Este é parte de um importante programa de expansão na América do Sul.

"Agora nós estamos buscando um parceiro de negócios, em longo prazo, que tenha conhecimento do mercado automobilístico no Brasil. Ele deve compartilhar da nossa abordagem empresarial de negócios e demonstrar um total comprometimento com nosso serviço ao cliente" , disse Adrian Hallmark, diretor executivo de vendas da Saab Automobile.

Além da expansão da marca na América do Sul, outros planos da fabricante sueca são a criação de um modelo 100% elétrico inspirado na nova geração do modelo 9-3 - previsto para debutar já em 2011 -, além da criação do subcompacto 9-2 - programado para 2013 ou 2014 - com o objetivo de rivalizar com o Mini. Se os planos da Saab derem certo, a marca espera voltar a ser lucrativa em 2012,  quando suas vendas  totalizarem entre 120 e 125 mil unidades em todo o mundo. (Motor Dream)


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

GM faz novo acordo para venda da Saab

Empresa sueca Koenigsegg tem interesse em controlar a marca.
Negócio só poderá ser fechado com aprovação da Comissão Europeia.

A General Motors anunciou nesta terça-feira (18) que chegou a um novo acordo para vender a marca sueca Saab para a empresa especializada na produção de carros esportivos Koenigsegg, também da Suécia. Em junho, as empresas já haviam assinado um outro acordo prévio, mas o negócio ainda não foi fechado porque a GM espera ainda por uma avaliação do Banco de Investimento Europeu e das garantias do governo sueco.

Carl-Peter Forster, presidente da GM Europa, disse que "este acordo prévio é um passo importante a caminho de um acordo final". O Ministério do Desenvolvimento da Suécia, no entanto, afirma que ainda existem detalhes que precisam ser resolvidos, como uma maior participação de capital privado da Koenigsegg no negócio. "É preciso ainda uma aprovação da Comissão Europeia", diz Joran Hagglund, representante do ministério.

Como parte da proposta, GM e Saab compartilhariam tecnologia e serviço durante um período de tempo a ser definido.

A GM esperava um investimento de US$ 600 milhões do banco europeu, mas segundo o jornal sueco "Dagens Industri", especializado em economia, a Koenigsegg precisaria de mais US$ 412 milhões para fechar a compra.

(G1)

terça-feira, 16 de junho de 2009

GM finaliza venda da Saab para Koenigsegg

Acordo entre montadoras foi assinado na manhã desta terça-feira

Após muitas negociações, a venda da Saab à montadora de supercarros Koenigsegg foi concretizada na manhã desta terça-feira, com a assinatura de um memorando que legitima a transação por ambas as partes. O acordo, que deve ser completado no início do terceiro trimestre, prevê um fundo de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) do Banco de Investimento Europeu, que será garantido pelo governo sueco.

A GM, por sua vez, comprometeu-se a apoiar a Koenigsegg investindo na produção de novos veículos que já estão na fase final de produção e concedendo plataformas e motores para a Saab. A duração dessa ajuda não foi divulgada, mas as expectativas apontam entre cinco e seis anos.

Dentre os novos modelos a serem produzidos estão a nova geração do Saab 9-5, a ser fabricada em Trollhättan, na Suécia, e o crossover 9-4X, que devem manter as plataformas atuais. A grande pergunta é em relação à próxima geração do 9-3, cuja nova plataforma pode ser a Delta II da GM.

As diferenças estruturais entre Saab e Koenigsegg são gigantescas: enquanto a segunda possui 50 funcionários e fabricou apenas 18 carros no último ano, a primeira emprega 3 400 pessoas e comercializou cerca de 100 000 veículos em 2008.

Mikael Wickelgren, especialista do mercado automotivo da Universidade de Skovde, dá seu parecer sobre o assunto: “Não há economias de escala entre Saab e Koenigsegg. Isso envolve uma constelação de compradores que provavelmente têm interesses diferentes na GM. A lógica da operação será única e especial, caso contrário, não consigo entender esse acordo".


(Terra)