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quinta-feira, 3 de março de 2011

Uno e Mille ultrapassam Gol

Pela primeira vez, dupla de entrada da Fiat superou o Volkswagen na medição mensal

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulga nesta quarta-feira (2) seu balanço mensal de vendas relativo ao mês de fevereiro. A grande surpresa fica por conta da dupla de entrada da Fiat, com o Uno e o Mille, que ultrapassaram o líder há mais de 20 anos Volkswagen Gol, com 21.470 unidades emplacadas ante 20.989 veículos da fabricante alemã. Os automóveis foram seguidos pelos VW Fox e CrossFox (13.156) e Fiat Siena (10.162).

Segundo a entidade, o mês passado foi o melhor fevereiro da história com 258.841 carros e comerciais leves vendidos. Em 2010 foram somadas 211.376 unidades no mês em questão. Na comparação entre os dois primeiros meses de 2011 a elevação nas vendas foi de 18,3%. No combinado entre carros e comerciais leves a Fiat obteve a maior participação no mercado, com 23,4%, e foi seguida por VW (21%) e Chevrolet (17,9%). 

Confira, nesta tarde, uma cobertura completa com mais informações sobre as vendas de fevereiro.(Carro Online)

 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fiat anuncia investimento de R$ 3 bilhões em nova fábrica em PE

Complexo Industrial de Suape produzirá 200 mil veículos por ano.
Planta ficará pronta em três anos e produzirá novo modelo para região.

A Fiat anunciou nesta terça-feira (14) investimento de R$ 3 bilhões para a instalação de nova fábrica no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco. De acordo com a companhia, o aporte faz parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a Fiat já aprovou para o Brasil no período de 2011 a 2014, dos quais R$ 7 bilhões serão destinados a Minas Gerais.

Os investimentos de R$ 3 bilhões no período de 2011 a 2014 abrangem a construção da fábrica, de um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e plataformas, além de treinamento de recursos humanos para operar o novo empreendimento.

A nova unidade fabril deverá produzir novos modelos de automóveis, desenvolvidos no Brasil e voltados para a demanda do consumidor brasileiro, especialmente do Nordeste, e do latino-americano. Ela será projetada para produzir cerca de 200 mil unidades por ano. Segundo projeções da Fiat, o pólo industrial de Suape deverá gerar aproximadamente 3,5 mil empregos diretos, estendendo sua influência também para outros setores e negócios.

A fábrica da Fiat será o centro de um pólo industrial que se formará em área de 4,4 milhões de metros quadrados, no Complexo de Suape. O pólo reunirá fornecedores de componentes e sistemas. Segundo a Fiat, a localização estratégica de Suape representa vantagem na movimentação de suprimentos e de produtos acabados por meio do porto. “Resultará também em ganhos de competitividade para atender ao crescimento do mercado automotivo”, divulgou a empresa, em nota oficial.

“O projeto que será realizado em Pernambuco representa um passo muito importante dentro da estratégia de reforço internacional da Fiat. O Brasil, onde até 2014 pretendemos atingir um volume de vendas de mais de um milhão de veículos por ano, é uma região estratégica para a nossa expansão”, afirma o chefe executivo do Grupo Fiat, Sergio Marchionne.

“Estamos conscientes da importância de contribuir para o desenvolvimento regional de Pernambuco e do Nordeste, instalando esta fábrica que será o eixo de um novo pólo industrial”, acrescentou o presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini.

O projeto da fábrica em Suape foi formalmente anunciado na terça-feira (14), durante evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade de Salgueiro, a 515 km do Recife. No próximo dia 29, Lula deve ir a Suape para cerimônia de inauguração da pedra fundamental da fábrica da Fiat.

Expansão da fábrica de BetimAlém da construção da nova fábrica em Pernambuco, a montadora italiana também pretende expandir sua unidade em Betim (MG) em 150 mil veículos por ano. Atualmente, a unidade produz 800 mil veículos por ano e sua capacidade de produção no Brasil está praticamente tomada.

A fabricante italiana conta ainda com a fábrica argentina de Córdoba, que ajuda a complementar a produção. A capacidade é de 200 mil veículos por ano.

Para 2011, a divisão de automóveis da Fiat prevê 20 lançamentos entre novas versões e modelos. (Auto Esporte)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Microsoft lança tecnologia Windows para automóveis

Microsoft lança tecnologia Windows para automóveis

A Microsoft lançou o sistema Windows Embedded Automotive 7 para carros, permitindo que os motoristas possam utilizar diversos recursos de tecnologia enquanto dirigem. Fabricantes como Fiat, Ford, Kia e Nissan já utilizam o software da empresa em seus veículos.

Entre os recursos proporcionados pelo Windows Ebedded Automotive 7 está a tecnologia Silverlight, que permite apresentar gráficos em 2D e em 3D nas telas sensíveis ao toque, e tecnologia de reconhecimento de voz “Tellme” que permite, por exemplo, utilizar comandos e responder mensagens de texto recebidas no por meio da voz.

A empresa aproveitou para anunciar que o sistema estará no modelo 2011 do Nissan Leaf, que possui tela sensível ao toque que permite navegação GPS, localização de postos de abastecimento, controlar a temperatura interna do carro e consumo do motor.(G1)

 

sábado, 16 de outubro de 2010

Fiat 500C ganha versão com detalhes em ouro 24K



Fenice Milão assina versão “La Dolce Vita” do compacto.
Carrinho traz rodas, faróis, maçanetas e molduras em ouro.

Carrinhos compactos costumam ser um prato cheio para o desenvolvimento de versões inusitadas. Desta vez o Fiat 500C ganhou pelas mão da Fenice Milão detalhes em ouro 24K e revestimento em materiais mais nobres.

A versão, batizada de 'La Dolce Vita', faz alusão a idade de ouro do cinema e ao estilo de vida italiano que atraiu muitas estrelas internacionais. De acordo com a empresa especializada em customizações de carros de luxo, a novidade é uma opção para aqueles que qurem se mover confortavelmente na cidade, sem abrir mão do luxo e exclusividade.

O ouro de 24K está presente no contorno dos para-choques, nas molduras das soleiras, nos faróis e lanternas traseiras, nas maçanetas, nos retrovisores, nas rodas de 17 polegadas, na ponta do escape e em detalhes no teto e na lateral da carroceria.

O carrinho será oferecido em duas opções, a Sport, e a Classic que é diferenciada pela cor branco perolado com pequenas partículas de ouro que deixam o tom levemente dourado. A cabine também traz molduras em ouro e é revestida em couro alcantara com costuras feitas à mão.

O modelo recebeu também novos ajustes na suspensão e novo sistema de escape para garantir mais conforto a bordo. O motor é o mesmo 1.4 de 101 cavalos de potência acoplado ao câmbio automático do carrinho original.(G1)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Fiat iniciou a produção do novo hatch médio

Modelo será exibido durante o Salão do Automóvel de São Paulo

A Fiat vai produzir o Bravo na fábrica de Betim (MG), um hacht médio que vai substituir o Stilo. A data de lançamento ainda não foi definida, mas pode ser ainda este ano, após o Salão do Automóvel. O mais provável, no entanto, é que o carro seja lançado no começo de 2011.

Alguns carros pré-séries já estão sendo produzidos. O carro tem motor e-torq 1.8 de 16V de 1340cv com gasolina e 132 cv abastecido com álcool. O câmbio terá as versões manual e automatizada, de cinco marchas.

Provavelmente o Stilo permaneça em produção por algum tempo, apenas numa versão básica, mais barata do que as versões do Bravo.

Os consumidores poderão ver o Bravo no Salão do Automóvel, que começa no final de outubro. O preço deverá ficar entre R$ 55 mil e R$ 70 mil. (Auto Informe)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fiat 500: série especial para o Japão

 

Compacto italiano limitado a 300 unidades possui a cor laranja como principal atrativo

A Fiat anunciou na última semana uma série especial do modelo 500 voltada exclusivamente para o Japão, chamada Arancia (laranja em italiano). A edição do compacto é limitada a 300 unidades.
 
Apesar de classificado como série especial, o único diferencial do 500 Arancia em relação a um modelo convencional encontra-se na cor, indisponível no catálogo comum.(Carro Online)


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Punto com novo motor E.torQ 1.6 parte de R$ 44.190

A Fiat lança a linha 2011 do Punto com novidades tecnológicas importantes. O modelo chega ao mercado em novas versões e acabamentos com o objetivo de oferecer maior requinte, opção do novo câmbio automatizado Dualogic e a nova linha de motores E.torQ 1.6 16V e 1.8 16V, os dois Flex. Agora são sete versões, quatro motorizações e dois tipos de transmissão.
As novas versões e seus respectivos preços são: Essence 1.6 16V R$ 44.190), Essence 1.8 16V (R$ 46.250), Essence 1.8 16V Dualogic (R$ 48.750), Sporting 1.8 16V (R$ 51.200), Sporting 1.8 16V Dualogic (R$ 53.730). Há ainda a versão de entrada, a Attractive 1.4 (R$ 39.290), e a esportiva T-Jet (R$ 64.670), equipada com motor turbo 1.4 T-Jet.

O maior destaque do Punto 2011 é a nova família de motores E.torQ 1.6 16V e E.torQ 1.8 16V. Desenvolvidos e produzidos pela FPT - Powertrain Technologies, na moderna fábrica de Campo Largo (PR) esses motores aperfeiçoam a performance e oferecem torque elevado desde as rotações mais baixas.

No caso do motor E.torQ 1.6 16V flex, são oferecidos 115 cv (cavalos) com gasolina a 117 cv com etanol. O E.torQ 1.8 16V chega aos 130 cv com gasolina e 132 cv com etanol. A versão E.torQ 1.6 16V, que equipa a nova versão Essence do Punto, gera 13,55 kgfm, ou seja, 81% de sua força máxima a 1.500 giros, quando abastecido com etanol. Logo acima disso, em 2.500 giros, o E.torQ 1.6 16V já atinge 92% de sua força total.(Interpress Motor)

domingo, 2 de maio de 2010

Indústria automobilística brasileira investirá US$ 11,2 bilhões até 2012

Presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, assume a Anfavea.
Meta agora é promover um 'choque de competitividade' no setor.


Indústria automobilística brasileira investirá US$ 11,2 bilhões até 2012


O novo presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini (também presidente da Fiat do Brasil e América Latina), assumiu o cargo nesta sexta-feira (30) com o objetivo de trazer competitividade a um setor que vai investir no Brasil US$ 11,2 bilhões entre 2010 e 2012. Durante discurso de posse, Belini criticou a defasagem da indústria automobilística nacional em relação a seus concorrentes externos e defendeu a aplicação de um plano que definiu como “choque de competitividade”.

O problema já é apontado pela entidade há quatro anos, quando Rogelio Golfarb assumiu o cargo, em 2006. Desta vez, Belini afirma que fará um trabalho intensivo para todos os setores da cadeia se juntarem e encontrarem soluções definitivas. Além disso, irá debater com o governo quais setores deverão ser priorizados com investimentos, para essa briga a favor da competitividade sair do papel. “Vamos propor medidas concretas ao governo”, ressalta o novo presidente. “A Anfavea sozinha não faz nada”, diz.

Para Belini, os próximos dois anos serão concentrados no aperfeiçoamento de toda a cadeia do setor, abrangendo fabricantes de autopeças, infraestrutura, logística, pesquisa, tecnologia, entre outros pontos. “Devemos crescer em vendas 8,2% neste ano, isso deverá fazer o país ser o quarto maior mercado do mundo. Mas o problema é que ainda somos o sexto produtor. É essa minha preocupação, temos que rever isso”, observa Belini sobre os gargalos que as fabricantes de veículos enfrentam.

Escala de produção é o que falta para o Brasil, de acordo com o novo presidente da Anfavea. O setor tem capacidade para produzir 3, 5 milhões de veículos, por 26 fabricantes. Segundo ele, a média por empresa é uma das mais baixas do mundo. “Vemos países que enfrentaram a crise e produziram 12 milhões de unidades.”, destaca o executivo.

Cledorvino Belini também acredita que a competitividade brasileira irá melhorar se o país investir na formação de engenheiros. O executivo afirma que suas metas na Anfavea incluem tornar o Brasil um centro de desenvolvimento de engenharia. “Temos a tecnologia mais avançada entre os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China)”, ressalta.

Ainda em relação ao desenvolvimento, Belini defende a alíquota de 35% sobre os veículos importados, como forma de proteção. “Em 2009, exportamos 475 mil unidades e importamos 400 mil unidades, mesmo com a barreira da alíquota. Já estamos deficitários”, diz. O volume de produtos exportados para este ano deverá ser de 530 mil, segundo projeções da entidade.

O controle da inflação por meio da taxa de juros também é considerado positivo pela Anfavea. “É fundamental crédito, renda e equilíbrio da inflação”, afirma. Sobre a tributação que afeta os preços dos veículos, Belini acredita que a única forma de mudar isso é com a reforma tributária. No entanto, a competitividade ajudará a reduzir os custos. “Quem dita o preço é o mercado, mas esse choque de competitividade irá colaborar para a redução de preços, sem dúvida.”

Vendas recorde para abril

Apesar de o balanço de vendas do mês de abril ainda não ter sido concluído, Belini adiantou que haverá uma pequena queda das vendas. A previsão é de que abril encerre com cerca de 280 mil unidades emplacadas, o que é volume recorde para abril. A redução em relação ao mês recorde de março, que teve 353 mil unidades comercializadas, é justificada pela antecipação de vendas causada pelo fim da redução do IPI no mês passado. “A média diária de vendas em abril foi de 13,7 mil veículos por dia, contra 15,3 mil em março”, afirma.

Belini não revela o volume da produção, mas ressalta que será alto por causa da reposição dos estoques. “No próximo mês veremos uma estabilização desses números”, observa.

De acordo com a Anfavea, até o dia 29 foram emplacadas 261.063 unidades. O último mês de abril recorde foi o de 2008, quando saíram das concessionárias 261.246 unidades.

Redutor 40%

Sobre a briga do setor de autopeças para igualar a alíquota de importação de peças, que atualmente favorece as montadoras, Belini afirma que mudar isso pode promover a importação de veículos completos. “Muitos modelos têm grande conteúdo de peças importadas”, ressalta Belini.

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) decidiu retomar uma disputa antiga com as montadoras: uma lei que desde 2000 reduz em 40% o Imposto de Importação de componentes automotivos trazidos por sistemistas (como são chamados os fornecedores diretos instalados nos complexos industriais) e montadoras. Na prática, enquanto os beneficiados pela lei trabalham com alíquotas entre 9% e 11%, as fabricantes que fornecem autopeças fora da linha de montagem pagam a alíquota cheia, que varia entre 14% e 18%.

Na noite desta sexta-feira, Cledorvino Belini irá se reunir com o presidente Lula durante cerimônia oficial de posse do cargo na Anfavea. (G1)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Março contabiliza recorde de vendas

Mês registrou alta de 59,6% em relação a fevereiro deste ano

Nunca se vendeu tantos carros durante um mês de março. Neste ano, o período somou 337.381 automóveis de passeio e veículos comerciais leves vendidos, número 59,6% superior ao total vendido em fevereiro, quando 211.375 unidades foram emplacadas. No acumulado, o montante do primeiro trimestre já chega a 750.500 emplacamentos, volume 16,8% maior do que o registrado nos primeiros três meses de 2009. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

O volume recorde anotado em março tem uma justificativa. O mês em questão foi o último com a taxa do IPI reduzida, a qual passou de 3% para 5% no caso de automóveis com motorização até 1.0 flex e de 7,5% para 11% nos carros com motores entre 1.0 e 2.0 bicombustíveis ou movidos somente a etanol. A medida, aplicada em dezembro de 2008, teve como objetivo combater os efeitos da crise econômica global no setor. No entanto, a Fenabrave projeta que as marcas devem manter promoções a fim de continuar com as vendas elevadas até o final do ano.

No ranking das montadoras, a liderança segue com a Fiat. Em março, a marca baseada em Betim (MG) vendeu 73.618 unidades entre carros de passeio e veículos comerciais leves, detendo 21,8% no setor. Na segunda colocação, mais uma mudança de posição. A GM, que liderou em janeiro, voltou a superar a VW com 20,5% de participação (70.031 emplacamentos) contra 20,5% (69.471 unidades) da marca alemã. A Ford, por outro lado, continua na quarta posição, com uma fatia de 10,7% (36.313) do mercado.

Apesar da liderança da Fiat no acumulado, o modelo mais vendido em março foi novamente o Volkswagen Gol, com 29.343 emplacamentos. Na segunda posição, porém, uma surpresa. O Chevrolet Celta ultrapassou os FIat Palio e Uno no ranking com 19.944 unidades, ante as 18.365 e 16.013 exemplares, respectivamente, dos modelos da marca italiana. O quinto posto ficou com o Fox/CrossFox, que somou 15.075 licenciamentos no período. 
(Carro Online)

sábado, 27 de março de 2010

Oggi o primeiro sedã da Fiat no Brasil, versão CSS esportiva


O pequeno Fiat 147 não cresceu, mas multiplicou-se. Depois de dar origem à picape e ao furgão Fiorino, além da perua Panorama, em 1983 foi a vez de ousar no sedã.

No imaginário brasileiro da época, esse tipo de carro, ainda que derivado de hatches compactos, era visto como algo acima da classe a que pertencia. A concorrência já estava acirrada, tendo Chevette e Voyage como as grandes forças da categoria. O trunfo do Oggi estava no porta-malas, um latifúndio de 440 litros.
Também em tecnologia ele saía na frente. Com o Oggi, estreava no Brasil um recurso que ficaria mais conhecido depois de 1988, já na era da injeção eletrônica: o sistema de cut-off, que fechava a borboleta de aceleração por meio de uma válvula eletromagnética, aumentando a economia de combustível nos grandes declives.


Avanços técnicos, no entanto, não conseguiam ofuscar seu desenho um tanto burocrático. Eram praticamente as linhas gerais do Spazio com o acréscimo de uma longa traseira. Até mesmo as lanternas traseiras eram iguais às daquele 147 com desenho mais moderninho, o que definitivamente constrastava com o estilo bem mais quadrado, porém mais equilibrado, do Voyage.

Não demorou para que o carrinho fosse posto para correr. Lançado no ano em que a Fiat sagrara-se campeã de Marcas e Pilotos, ele não haveria de fugir da luta nas pistas. Mas a condição era que existisse uma série de carros de rua que permitisse a homologação para as pistas. 

Como forma de promover o Oggi e ao mesmo tempo transformá-lo em carro competitivo, em fins de 1984 surgia uma versão limitadíssima, com tiragem de apenas 300 exemplares: a CSS (Comfort Super Sport). De cara, chamava atenção por ter apenas uma cor: preta, com faixas adesivas vermelhas bem finas, mais o nome em letras bem maiores que as usadas nos Oggi "civis". Com rodas de liga leve e piscas dianteiros transparentes, o primeiro Fiat nacional com motor acima de 1,3 litro não ficava apenas na aparência nervosa. Para ser mais preciso, eram 1415 cm3, uma cilindrada que chegava a 1490 cm3 nas unidades endereçadas aos autódromos. Com isso, mais cabeçote especial, atingia potência líquida de 78 cavalos, boa marca para a cilindrada e melhor ainda levando-se em conta que aqueles eram tempos carburados. 

Outras mudanças mecânicas ocorriam no câmbio: mantendo cinco marchas, usava escalonamento mais curto e apresentava engates mais macios e justos, melhorando tanto a esportividade quanto a facilidade de condução. Na frente, homocinéticas de maior capacidade e barra estabilizadora de 21 milímetros, 2 a mais que os 19 da linha. Atrás, bandejas de suspensão novas, que possuíam uma borda mais pronunciada que as normais da família. Todas essas mudanças acabariam também sendo incorporadas ao Uno, que também estreava naquele mesmo ano. 

Não escondendo sua vocação esportiva, chama atenção a cambagem das rodas traseiras, bastante negativa para a média dos carros de rua. Essa característica ajudava, nas curvas mais fortes em velocidades idem, a transmitir sensação de controle ao motorista. Os carros de pista tinham cambagem ainda mais negativa e contavam com amortecedores reguláveis. Para completar o kit, uma caixa de direção mais direta.


Nas ruas, os CSS também mudavam interiormente, adotando o mesmo painel mais esportivo do Spazio TR, com conta-giros. À esquerda do quadro de instrumentos, completam o conjunto manômetro de óleo e voltímetro. No lugar dos bancos baixos e com encosto de cabeça regulável em altura, entravam outros mais altos e envolventes. Para trás, a visibilidade era auxiliada por dois retrovisores externos modelo Panther, com comando interno por alavanca. 

O acabamento, com predomínio da cor preta, era quebrado pelo veludo dos bancos e portas mais a costura usando uma viva cor vermelha, mesma tonalidade dos cintos de segurança, iniciando uma marca que ficaria registrada nos Uno R e recentemente ressuscitada pela versão esportiva do Palio. O volante era de quatro raios, com o mesmo desenho do fora-de-série Dardo, mas com aro de borracha espumada que costumava se esfarelar com o tempo. Ao centro, o logotipo Fiat de desenho mais tradicional, semelhante ao que foi recentemente reincorporado à marca.

Porém, se em 1983 a Fiat fora bem no campeonato, no ano seguinte comeu poeira dos Voyage e Escort das equipes adversárias. Ainda assim, os Oggi de briga fariam bonito naquele ano, chegando em segundo lugar na categoria B das Mil Milhas nas mãos de Átila Sippos e Egon Herzfelt. Perdeu apenas de um 147, mas ficou na frente de todos os Escort que correram a prova. Sob a batuta de Fábio Sotto Mayor e Paulo Gomes, também chegou em segundo nas 12 Horas de Goiânia. 

Ainda que bom nas pistas, o Oggi não teve carreira brilhante, tendo se retirado de cena em 1985, dando lugar ao Prêmio. Nas pistas, a defesa da Fiat no campeonato de Marcas e Pilotos ficava a cargo do Uno, que dispensava o motor do CSS, uma vez que seu 1.3 enquadrava-se no regulamento. Hoje, achar um daqueles 300 Oggi de briga é raro e as unidades restantes andam conseguindo bons preços de venda. O empresário Roberto Jacob, dono do carro que você vê aqui, é um desses casos de gente que queria o modelo na época em que era zero. O exemplar, com 106000 quilômetros, foi adquirido de seu primeiro dono. Se já é difícil encontrar um Oggi em bom estado, o CSS é figurinha ainda mais carimbada, um novo item a freqüentar a lista dos colecionadores.

Preço
Novembro de 1984 - Cr$ 21 milhões
Atualizado - R$ 76900


Ficha técnica

Oggi CCS

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, refrigerado a água, comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada, 2 válvulas por cilindro localizadas no cabeçote, alimentação por carburador Weber de corpo duplo e venturis de 34 mm, movido a álcool.

Diâmetro x curso: 76 x 78 mm
Potência: 78 cv a 5600 rpm
Torque máximo: 11,4 mkgf a 3000 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
Carroceria: sedã, 2 portas, 5 lugares, monobloco de aço
Dimensões: comprimento, 397 cm; largura, 154 cm; altura, 135 cm; entreeixos, 222 mm
Peso: 810 kg (CS)
Suspensão: Dianteira: McPherson com braços transversais, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora de 21 mm. Traseira: McPherson com mola parabólica transversal, amortecedores hidráulicos telescópicos
Freios: discos sólidos na frente, tambor atrás
Direção: pinhão e cremalheira, mecânica, 3,5 voltas de batente a batente
Rodas e pneus: liga leve, 165/70 R 13
(Quatro Rodas)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fiat finaliza aliança global com a Chrysler

A nova companhia atuará com o nome de Chrysler Group LLC.
Modelos da Fiat serão vendidos pela montadora americana nos EUA.

A venda da montadora americana Chrysler para um grupo liderado pela Fiat foi finalizada por volta das 9h, horário de Brasília, desta quarta-feira (10).

O acordo foi fechado um dia após o aval da Suprema Corte dos Estados Unidos que rejeitou o pedido de três fundos de pensão do estado de Indiana e permitiu a venda da montadora americana.

A conclusão da operação resultou na criação de uma nova companhia, que atuará com o nome de Chrysler Group LLC e começa a operar imediatamente.