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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fiat anuncia investimento de R$ 3 bilhões em nova fábrica em PE

Complexo Industrial de Suape produzirá 200 mil veículos por ano.
Planta ficará pronta em três anos e produzirá novo modelo para região.

A Fiat anunciou nesta terça-feira (14) investimento de R$ 3 bilhões para a instalação de nova fábrica no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco. De acordo com a companhia, o aporte faz parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a Fiat já aprovou para o Brasil no período de 2011 a 2014, dos quais R$ 7 bilhões serão destinados a Minas Gerais.

Os investimentos de R$ 3 bilhões no período de 2011 a 2014 abrangem a construção da fábrica, de um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e plataformas, além de treinamento de recursos humanos para operar o novo empreendimento.

A nova unidade fabril deverá produzir novos modelos de automóveis, desenvolvidos no Brasil e voltados para a demanda do consumidor brasileiro, especialmente do Nordeste, e do latino-americano. Ela será projetada para produzir cerca de 200 mil unidades por ano. Segundo projeções da Fiat, o pólo industrial de Suape deverá gerar aproximadamente 3,5 mil empregos diretos, estendendo sua influência também para outros setores e negócios.

A fábrica da Fiat será o centro de um pólo industrial que se formará em área de 4,4 milhões de metros quadrados, no Complexo de Suape. O pólo reunirá fornecedores de componentes e sistemas. Segundo a Fiat, a localização estratégica de Suape representa vantagem na movimentação de suprimentos e de produtos acabados por meio do porto. “Resultará também em ganhos de competitividade para atender ao crescimento do mercado automotivo”, divulgou a empresa, em nota oficial.

“O projeto que será realizado em Pernambuco representa um passo muito importante dentro da estratégia de reforço internacional da Fiat. O Brasil, onde até 2014 pretendemos atingir um volume de vendas de mais de um milhão de veículos por ano, é uma região estratégica para a nossa expansão”, afirma o chefe executivo do Grupo Fiat, Sergio Marchionne.

“Estamos conscientes da importância de contribuir para o desenvolvimento regional de Pernambuco e do Nordeste, instalando esta fábrica que será o eixo de um novo pólo industrial”, acrescentou o presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini.

O projeto da fábrica em Suape foi formalmente anunciado na terça-feira (14), durante evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade de Salgueiro, a 515 km do Recife. No próximo dia 29, Lula deve ir a Suape para cerimônia de inauguração da pedra fundamental da fábrica da Fiat.

Expansão da fábrica de BetimAlém da construção da nova fábrica em Pernambuco, a montadora italiana também pretende expandir sua unidade em Betim (MG) em 150 mil veículos por ano. Atualmente, a unidade produz 800 mil veículos por ano e sua capacidade de produção no Brasil está praticamente tomada.

A fabricante italiana conta ainda com a fábrica argentina de Córdoba, que ajuda a complementar a produção. A capacidade é de 200 mil veículos por ano.

Para 2011, a divisão de automóveis da Fiat prevê 20 lançamentos entre novas versões e modelos. (Auto Esporte)

sábado, 14 de agosto de 2010

Sertões: Nos carros, Nobre e Palú vencem


Dupla comanda segunda etapa do Rali e deixa Franciosi/Capoani para trás na classificação geral

A dupla Paulo Nobre (Palmerinha) e Luiz Carlos Palú, da BMW, que estava dois anos sem participar da prova, conquistou a segunda etapa do Rali dos Sertões na categoria carros, disputada entre Caldas Novas (GO) e Unaí (MG). O piloto e o navegador conseguiram melhorar o ritmo em relação a etapa inicial da última quarta-feira, quando terminaram em terceiro, e completaram o trajeto em 2h26m16.

João Antonio Franciosi e Rafael Capoani, que conquistaram a primeira etapa, ficaram na segunda colocação, um pouco mais de um minuto atrás dos líderes. Em terceiro ficou a dupla Riamburgo Ximenes/ Stanger Welerson Eler.

Com o resultado, Paulo Nobre/Luiz Palú assumiram a liderança da classificação geral, à frente de Marlon Koerich/ Deco Muniz.(Lancenet)

Resultado da segunda etapa do Rali dos Sertões:
1º - Paulo Nobre /Luiz Carlos Palu (BMW) - 2h26m16
2º - Joao Antonio Franciosi/Rafael Capoani (Mon) - 2h27m45
3º - Riamburgo Ximenes/ Stanger Eller (Volkswagen) - 2h28m05
4º - Marlon Koerich/ Deco Muniz (Sherpa) - 2h29m05
5º Guilherme Spinelli/ Youssef Haddad (Mitsubishi) - 2h29m47

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Campeonato Brasileiro de Regularidade de Veículos Antigos - Juiz de Fora - MG

Segunda etapa acontece em Juiz de Fora, MG

A 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Regularidade de Veículos Antigos acontece pela primeira vez em Juiz de Fora. O evento será entre os dias 29 de julho e 1º de agosto, com largada e chegada no Independência Shopping.

Serão aceitos veículos originais, com no mínimo 30 anos de fabricação, para pontuação no campeonato, mas existe uma categoria especial com carros originais fabricados entre 1981 e 1990, que poderão participar premiando somente na prova, não contando pontos para o campeonato.


A 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Regularidade será uma oportunidade de valorizar a região. Pilotos e navegadores que quiserem participar do rally, além de competir, terão a oportunidade de conhecer um rico e histórico pedaço do Brasil.

— Este é o 1º Campeonato Brasileiro que tem a chancela da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o que traz para nós da FBVA uma responsabilidade muito grande. Estamos felizes e com a expectativa de um ótimo final de semana, com muitas disputas, muitos passeios e revendo muitos amigos — comemora o presidente da FBVA, Henrique Thielmann.

Os organizadores priorizam dois trajetos distintos para os dois dias de competição. No primeiro (sexta-feira, 30 de julho) a competição terá como passagem a cidade de Petrópolis-RJ, onde os participantes visitarão o Museu Imperial (veja box abaixo) e almoçarão no Distrito de Araras.

No segundo dia (31 de julho, sábado), a passagem será por Santos Dumont-MG, percorrendo ainda várias cidades da Zona da Mata, entre elas Bicas, Rochedo de Minas e São João Nepomuceno. Em Santos
Dumont, os participantes farão uma visita e almoçarão no Museu de Cabangu, que está situado a 16 Km do centro da cidade. O museu, que é o sítio onde nasceu Alberto Santos Dumont, possui objetos pessoais, fotos e um grande acervo, onde todos poderão conhecer a sua história, como seu nascimento, sua ida aos 17 anos para a França para completar seus estudos e onde começou a manifestar o seu grande fascínio e interesse pela aviação. Dentre as curiosidades, estão outras invenções como o relógio de pulso, o hangar, as portas de rodinhas, o “salva-vidas” e o hidroavião.

O dia 29 de julho, quinta-feira, será destinado à vistoria e entrega das planilhas. Já o dia 1º de agosto, domingo, é livre para o retorno para casa.

O Rally


O Campeonato Brasileiro de Regularidade de Automóveis Antigos consiste em uma competição de regularidade, onde — considerando trajeto, tempo e velocidades — caberá ao competidor percorrê-la dentro das normas estabelecidas. As velocidades permitidas sempre levarão em conta o trecho percorrido e as regras de trânsito.

Assim como na 1ª etapa, que aconteceu em Águas de Lindóia, a competição será dividida em categorias. Para participar, os veículos precisam passar pela vistoria e aprovação do Veteran Car Club do Brasil – Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, que estará organizando esta etapa do Campeonato, promovido pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).

Dos 15 primeiros classificados na geral do Campeonato Brasileiro de Regularidade, 13 já confirmaram presença.

— Isso nos traz a certeza de que acertamos “a mão” ao batalhar e lutar por mais esta forma de usarmos os nossos antigos — destaca Thielmann.

Inscrições

As inscrições estão abertas. Conheça o regulamento completo e saiba como inscrever-se acessando o documento em PDF:
No site da Federação Brasileira de Veículos Antigos, você encontra também todo o material sobre o evento, inclusive os Livros de Bordo dos dois dias.
Maiores informações: automovelantigojf.blogspot.com ou www.fbva.com.br

sábado, 27 de março de 2010

Oggi o primeiro sedã da Fiat no Brasil, versão CSS esportiva


O pequeno Fiat 147 não cresceu, mas multiplicou-se. Depois de dar origem à picape e ao furgão Fiorino, além da perua Panorama, em 1983 foi a vez de ousar no sedã.

No imaginário brasileiro da época, esse tipo de carro, ainda que derivado de hatches compactos, era visto como algo acima da classe a que pertencia. A concorrência já estava acirrada, tendo Chevette e Voyage como as grandes forças da categoria. O trunfo do Oggi estava no porta-malas, um latifúndio de 440 litros.
Também em tecnologia ele saía na frente. Com o Oggi, estreava no Brasil um recurso que ficaria mais conhecido depois de 1988, já na era da injeção eletrônica: o sistema de cut-off, que fechava a borboleta de aceleração por meio de uma válvula eletromagnética, aumentando a economia de combustível nos grandes declives.


Avanços técnicos, no entanto, não conseguiam ofuscar seu desenho um tanto burocrático. Eram praticamente as linhas gerais do Spazio com o acréscimo de uma longa traseira. Até mesmo as lanternas traseiras eram iguais às daquele 147 com desenho mais moderninho, o que definitivamente constrastava com o estilo bem mais quadrado, porém mais equilibrado, do Voyage.

Não demorou para que o carrinho fosse posto para correr. Lançado no ano em que a Fiat sagrara-se campeã de Marcas e Pilotos, ele não haveria de fugir da luta nas pistas. Mas a condição era que existisse uma série de carros de rua que permitisse a homologação para as pistas. 

Como forma de promover o Oggi e ao mesmo tempo transformá-lo em carro competitivo, em fins de 1984 surgia uma versão limitadíssima, com tiragem de apenas 300 exemplares: a CSS (Comfort Super Sport). De cara, chamava atenção por ter apenas uma cor: preta, com faixas adesivas vermelhas bem finas, mais o nome em letras bem maiores que as usadas nos Oggi "civis". Com rodas de liga leve e piscas dianteiros transparentes, o primeiro Fiat nacional com motor acima de 1,3 litro não ficava apenas na aparência nervosa. Para ser mais preciso, eram 1415 cm3, uma cilindrada que chegava a 1490 cm3 nas unidades endereçadas aos autódromos. Com isso, mais cabeçote especial, atingia potência líquida de 78 cavalos, boa marca para a cilindrada e melhor ainda levando-se em conta que aqueles eram tempos carburados. 

Outras mudanças mecânicas ocorriam no câmbio: mantendo cinco marchas, usava escalonamento mais curto e apresentava engates mais macios e justos, melhorando tanto a esportividade quanto a facilidade de condução. Na frente, homocinéticas de maior capacidade e barra estabilizadora de 21 milímetros, 2 a mais que os 19 da linha. Atrás, bandejas de suspensão novas, que possuíam uma borda mais pronunciada que as normais da família. Todas essas mudanças acabariam também sendo incorporadas ao Uno, que também estreava naquele mesmo ano. 

Não escondendo sua vocação esportiva, chama atenção a cambagem das rodas traseiras, bastante negativa para a média dos carros de rua. Essa característica ajudava, nas curvas mais fortes em velocidades idem, a transmitir sensação de controle ao motorista. Os carros de pista tinham cambagem ainda mais negativa e contavam com amortecedores reguláveis. Para completar o kit, uma caixa de direção mais direta.


Nas ruas, os CSS também mudavam interiormente, adotando o mesmo painel mais esportivo do Spazio TR, com conta-giros. À esquerda do quadro de instrumentos, completam o conjunto manômetro de óleo e voltímetro. No lugar dos bancos baixos e com encosto de cabeça regulável em altura, entravam outros mais altos e envolventes. Para trás, a visibilidade era auxiliada por dois retrovisores externos modelo Panther, com comando interno por alavanca. 

O acabamento, com predomínio da cor preta, era quebrado pelo veludo dos bancos e portas mais a costura usando uma viva cor vermelha, mesma tonalidade dos cintos de segurança, iniciando uma marca que ficaria registrada nos Uno R e recentemente ressuscitada pela versão esportiva do Palio. O volante era de quatro raios, com o mesmo desenho do fora-de-série Dardo, mas com aro de borracha espumada que costumava se esfarelar com o tempo. Ao centro, o logotipo Fiat de desenho mais tradicional, semelhante ao que foi recentemente reincorporado à marca.

Porém, se em 1983 a Fiat fora bem no campeonato, no ano seguinte comeu poeira dos Voyage e Escort das equipes adversárias. Ainda assim, os Oggi de briga fariam bonito naquele ano, chegando em segundo lugar na categoria B das Mil Milhas nas mãos de Átila Sippos e Egon Herzfelt. Perdeu apenas de um 147, mas ficou na frente de todos os Escort que correram a prova. Sob a batuta de Fábio Sotto Mayor e Paulo Gomes, também chegou em segundo nas 12 Horas de Goiânia. 

Ainda que bom nas pistas, o Oggi não teve carreira brilhante, tendo se retirado de cena em 1985, dando lugar ao Prêmio. Nas pistas, a defesa da Fiat no campeonato de Marcas e Pilotos ficava a cargo do Uno, que dispensava o motor do CSS, uma vez que seu 1.3 enquadrava-se no regulamento. Hoje, achar um daqueles 300 Oggi de briga é raro e as unidades restantes andam conseguindo bons preços de venda. O empresário Roberto Jacob, dono do carro que você vê aqui, é um desses casos de gente que queria o modelo na época em que era zero. O exemplar, com 106000 quilômetros, foi adquirido de seu primeiro dono. Se já é difícil encontrar um Oggi em bom estado, o CSS é figurinha ainda mais carimbada, um novo item a freqüentar a lista dos colecionadores.

Preço
Novembro de 1984 - Cr$ 21 milhões
Atualizado - R$ 76900


Ficha técnica

Oggi CCS

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, refrigerado a água, comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada, 2 válvulas por cilindro localizadas no cabeçote, alimentação por carburador Weber de corpo duplo e venturis de 34 mm, movido a álcool.

Diâmetro x curso: 76 x 78 mm
Potência: 78 cv a 5600 rpm
Torque máximo: 11,4 mkgf a 3000 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
Carroceria: sedã, 2 portas, 5 lugares, monobloco de aço
Dimensões: comprimento, 397 cm; largura, 154 cm; altura, 135 cm; entreeixos, 222 mm
Peso: 810 kg (CS)
Suspensão: Dianteira: McPherson com braços transversais, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora de 21 mm. Traseira: McPherson com mola parabólica transversal, amortecedores hidráulicos telescópicos
Freios: discos sólidos na frente, tambor atrás
Direção: pinhão e cremalheira, mecânica, 3,5 voltas de batente a batente
Rodas e pneus: liga leve, 165/70 R 13
(Quatro Rodas)