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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Produção de veículos cai 4,9% em abril, diz Anfavea

Saíram das linhas de montagem no período 280,1 mil unidades.
Exportações em unidades subiram 13,9% em relação a março.

A produção nacional de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) caiu 4,9% em abril na comparação com março. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgados nesta sexta-feira (6), saíram das linhas de montagem no mês passado 280.128 unidades, contra 294.482 em março.

No entanto, ao comparar com a produção de abril de 2010, é observada alta de 1,9%, já que naquele mês haviam sido fabricados 274.830 veículos.

Assim, o volume que saiu das linhas de montagem entre janeiro e abril superou os números do mesmo intervalo de 2010 em 4,1% e representa novo recorde para o trimestre. Os primeiros quatro meses do ano fecharam com 1.115.945 unidades produzidas, contra 1.061.904 unidades no mesmo período do ano passado.

A queda da produção é justificada pelo menor número de dias úteis em relação a março e pelo controle de estoques. De acordo com o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, em abril estavam nos pátios das fábricas 79.087 unidades, volume que corresponde a 8 dias de vendas. Nas concessionárias os estoques são de 236.667 unidades ou 25 dias. Na soma dos dois, o volume estocado de 315.754 unidades representa 33 dias de vendas. "Está dentro do normal", destaca Belini.

Segmentos
Ao destacar por segmentos, a produção de automóveis e comerciais leves somou 263.343 unidades no mês. O volume é 4,6% menor em relação ao registrado em março, com 275.988 carros.
No acumulado, o segmento soma 1.035.318 unidades, volume 4,4% superior ao registrado entre janeiro e abril de 2010.

O segmento de caminhões teve queda de 8,9%: de 14.735 em março para 13.417 unidades em abril. Porém, no acumulado, de janeiro a abril, foram fabricadas 57.532 unidades, crescimento de 1% ao comparar com as 56.953 unidades que saíram das linhas no mesmo período de 2010.

No caso do segmento de ônibus também houve queda no mês, de 10,4%. Ao todo foram produzidas em abril 3.368 unidades, contra as 3.759 em março. No acumulado, há queda de 2,8%, com 11.151 unidades fabricadas entre janeiro e abril.

Exportações
As exportações apresentaram alta. De acordo com a Anfavea, 48.674 veículos montados e 2.120 desmontados (CKD) foram vendidos para o mercado externo em abril O volume representa aumento de 13,9% em relação às 44.764 unidades (entre veículos montados e desmontados) exportadas em março. No acumulado, o crescimento chega a 9,1%, de 154.217 veículos comercializados a outros países em 2010 para 168.206 neste ano.

No caso das exportações em valores, abril fechou com alta de 12,8%, com US$ 1,32 bilhão (inclui máquinas agrícolas). Isso porque em março havia sido exportado o equivalente a US$ 1,17 bilhão. No acumulado do quadrimestre, o volume soma US$ 4,6 bilhões.

Ao comparar com os US$ 3,53 bilhões exportados no mesmo período de 2010, o resultado representa expansão de 30,3%.

"Se compararmos com os dados de janeiro a abril de 2005, ano quando a indústria bateu recorde de exportação, as vendas externas caíram 22,3%", ressalta Belini. Sobre as exportações em valores, o presidente da Anfavea diz que o aumento é explicado pelo aumento das vendas de autopeças para outros países, por parte das montadoras.

Belini aponta a queda das exportações como o problema do setor, e não o aumento das importações. "O déficit da nossa balança comercial é de 77,7 mil unidades no acumulado",diz Belini.

De acordo com o presidente da Anfavea, nas próximas semanas a entidade mostrará ao governo um estudo que aponta soluções para resolver os problemas de competitividade do setor.

Importações

Segundo dados da Anfavea, o licenciamento total de veículos novos somou em abril 289.189 unidades, sendo que 272.911 são exclusivamente de automóveis e comerciais leves. Desse volume, a entidade aponta 22,2% de veículos importados, ou seja, 63.790 carros comercializados no país vieram do mercado externo. Ao somar caminhões e ônibus importados, esse volume chega a 64.060.
Com esse aumento, a porcentagem de veículos flex na nova frota nacional caiu para 83,3%. No mesmo mês de 2010, a participação dos carros bicombustíveis nas vendas de carros novos era de 86,6%.

Emprego
Com o crescimento da indústria automobilística contínuo, o índice de emprego permanece em alta. As fabricantes de veículos e máquinas agrícolas fecharam o mês de abril com 141.020 pessoas empregadas diretamente. Na comparação com março, o aumento de funcionários contratados foi de 1%. Ao considerar abril de 2010, a expansão do emprego chega a 9,5%.

"A tendência é que as contratações se estabilizem nos próximos meses", diz Belini.

Previsões para 2011
A Anfavea decidiu não revisar, por enquanto, as previsões para o fechamento deste ano, para esperar a resposta do mercado às medidas de restrição de crédito para conter a inflação. A estimativa inicial é de crescimento de 5% dos licenciamentos, queda de 3,4% das exportações e alta de 1,1% da produção.(Auto Esporte)

sábado, 18 de setembro de 2010

Sindipeças apoia redução de alíquota para autopeças importadas

Para fabricantes, nova regra garante competitividade aos carros nacionais.
Medida da Camex abrange apenas 116 peças que não são feitas no país. 

A medida que reduz o custo da alíquota de importação de 116 itens de autopeças que não são fabricados no país foi recebida de forma positiva pelas fabricantes nacionais de componentes automotivos. Em entrevista ao G1, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, afirmou que a redução de custo melhora a competitividade do carro brasileiro, especialmente em relação aos modelos que chegam ao país totalmente desmontados.

A mudança foi anunciada nesta terça-feira (14) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), fórum de ministros de estado que discute questões relacionadas ao comércio internacional, e reduz para 2% a alíquota dos produtos. Até então, a maior parte das alíquotas variava de 14% a 18%. A nova regra vale somente para itens destinados à produção e contempla as negociações de um acordo fechado com a Argentina sobre a Política Automotiva Comum (PAC).

“Vai sair mais caro para essas empresas que importam pelo sistema de CKD (quando todo o carro chega ao país desmontado). O que é bom, porque o país caminha fortemente para o processo de ‘CKDerização’, a exemplo do que faz a Hyundai hoje”, observa Butori. A afirmação tem como base o fato de empresas asiáticas se instalarem no Brasil somente para montar veículos, o que deixa toda a cadeia de fornecedores nacionais de peças fora do processo produtivo.

A vantagem do sistema CKD ou Complete Knocked Down (em inglês) é o barateamento do processo produtivo e logístico. Quando a fabricante decide apenas montar veículos em determinado país, ela não precisa instalar estamparias e processos de solda, além de não ter de arcar também com o custo do desenvolvimento do ferramental. Assim, o investimento é menor. Outro ponto positivo está na redução do custo logístico, tanto dentro da fábrica para o abastecimento das linhas, quanto no transporte do carro importado, que é feito por navios.

“Pequeno passo”
Apesar da mudança, Butori classifica a medida como um “pequeno passo” para proteger a indústria automobilística nacional. “O setor é um grande gerador de emprego, que oferece qualificação e salários mais altos, ao comparar com outros setores. Não podemos entregar este mercado [o brasileiro] para o mundo sem receber nada em troca”, argumenta Butori, sobre a importância econômica do setor.

Entre as peças relacionadas pelo Sindipeças e pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e aprovadas pela Camex estão teto solar e transmissão automática, no caso desta última apenas para montadoras que vendem baixo volume de carros com o componente.

“O teto solar, por exemplo, tem um volume tão pequeno no Brasil que não justifica a produção dele no país. Já a redução da alíquota no câmbio automático só é justificado no caso de empresas que vendem poucos carros com esta opção, o que também não compensaria a produção nacional”, explica o presidente do Sindipeças.

Medida não vai de encontro à ação do governo
Em maio deste ano, o governo estabeleceu a queda progressiva do desconto de 40% incidente no Imposto de Importação de autopeças para as montadoras e sistemistas (os fornecedores diretos instalados nos complexos industriais). Desde então, o desconto já diminuiu para 30%. A partir do dia 1º de maio de 2011, montadoras e autopeças serão submetidas à mesma cobrança.

De acordo com Butori, a medida anunciada na terça-feira não vai influenciar a outra, que ajuda a mudar o quadro deficitário da indústria de autopeças nacional. “O Ministério da Fazenda diz que os regimes são auto-excludentes. São as empresas que vão ter de fazer a conta para ver o que compensa mais. Isso acontecerá até a volta da PEC cheia”, afirma.(Auto Esporte / G1))


 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Produção de veículos fecha semestre com alta de 19% e bate recorde

Número de unidades fabricadas supera o de 2008, segundo Anfavea.
Exportações subiram 62,3% no semestre e acumulam US$ 5,73 bilhões. 

A produção nacional de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) fechou o primeiro semestre do ano com crescimento de 19,1% em relação ao mesmo período de 2009, mostram números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgados nesta segunda-feira (12).

O número de unidades fabricadas é recorde para o período: 1.753.201. A melhor marca anterior era do  primeiuro semestre de 2008, com 1,68 milhão de unidades. Entre janeiro e junho de 2009, foram produzidos 1,47 milhão de veículos.

Na comparação mensal, em junho foram fabricadas 306.350 unidades contra 322.547 em maio— queda de 5%. Apesar do resultado, o nível de produção de junho está acima do patamar de 300 mil unidades, o que é considerado positivo pela indústria. Em relação a junho de 2009, houve aumento de 7,7%.

"As montadoras tiveram de renovar os estoques e houve aumento nas exportações", diz o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, sobre o aumento semestral da produção.

Na comparação mensal, o segmento de automóveis e comerciais leves registrou número 5,5% menor em junho, com 285.840 unidades fabricadas. O segmento de caminhões teve alta de 2,6%, para 16.166 unidades. Já o de ônibus teve crescimento de 0,5%, com 4.344 unidades produzidas.

No semestre, o segmento de automóveis e comerciais leves teve alta de 17% (1.639.998 unidades fabricadas), o de caminhões, de 66,8% (89.548), e o de ônibus, 42,3% (23.655).

Exportações sobem
 
Apesar da recuperação paulatina, as exportações seguem em crescimento, por causa da retomada de mercados externos tradicionalmente compradores de veículos brasileiros, como México, Argentina e Grupo Andino. Segundo a Anfavea, as vendas externas em valores subiram 62,3% no semestre, de US$ 3,53 bilhões de janeiro a junho de 2009 para US$ 5,73 bilhões neste ano.

Em unidades exportadas, o acumulado em seis meses é de 357.513, alta de 78,1% ao comparar com os 200.755 veículos vendidos entre janeiro e junho do ano passado.

Embora o crescimento seja alto, os números deste ano são vistos pela indústria com certa cautela. Isso porque o primeiro semestre de 2009 foi afetado pela crise, o que torna o patamar de comparação muito baixo. A preocupação da Anfavea é que o patamar de 2008, com US$ 6,895 bilhões na venda de 381,2 mil unidades, não foi atingido.

Para o presidente da entidade, o Brasil ainda precisa investir muito na competitividade no setor para aumentar os níveis de exportação. Segundo Belini, o nível que o país importa chegará a 18% das vendas, "o que representa que países como Argentina e México ainda vendem mais para o Brasil do que o Brasil para os mercados externos".

No mês de junho, houve queda de 13,7% nas exportações, que somaram US$ 1,02 bilhão contra US$ 1,18 bilhão registrado em maio. O número de veículos exportados caiu 13,6% — de 73.793 unidades para 63.737.

Estoque
 
No mês passado, a indústria somou 88.445 unidades em estoque, o que representa dez dias de vendas. Nas concessionárias, o estoque estava em 26 dias, 230.394 unidades. Assim, no total, o setor possui 36 dias de vendas em estoque, com 318.839 veículos. Em maio, o volume representava 34 dias. De acordo com o presidente da Anfavea, o nível de estoque é regulador. "Essa quantidade possibilita atender o fluxo das lojas e as necessidades específicas de cada cliente."

Empregos
A indústria automobilística nacional fechou o mês de junho com 130.968 pessoas empregadas diretamente. O nível é 0,9% superior ao do mês de maio, que terminou com 129.813 contratados. Em relação a junho de 2009, o nível de empregos no setor é 9,6% maior. Na época estavam empregadas pela indústria 119.511 pessoas.

Previsão de recorde
A aposta da Anfavea ainda é de recorde na produção anual, com base na previsão de crescimento do PIB brasileiro entre 7,3% e 7,5%.(Auto Esporte)
 

 

domingo, 2 de maio de 2010

Indústria automobilística brasileira investirá US$ 11,2 bilhões até 2012

Presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, assume a Anfavea.
Meta agora é promover um 'choque de competitividade' no setor.


Indústria automobilística brasileira investirá US$ 11,2 bilhões até 2012


O novo presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini (também presidente da Fiat do Brasil e América Latina), assumiu o cargo nesta sexta-feira (30) com o objetivo de trazer competitividade a um setor que vai investir no Brasil US$ 11,2 bilhões entre 2010 e 2012. Durante discurso de posse, Belini criticou a defasagem da indústria automobilística nacional em relação a seus concorrentes externos e defendeu a aplicação de um plano que definiu como “choque de competitividade”.

O problema já é apontado pela entidade há quatro anos, quando Rogelio Golfarb assumiu o cargo, em 2006. Desta vez, Belini afirma que fará um trabalho intensivo para todos os setores da cadeia se juntarem e encontrarem soluções definitivas. Além disso, irá debater com o governo quais setores deverão ser priorizados com investimentos, para essa briga a favor da competitividade sair do papel. “Vamos propor medidas concretas ao governo”, ressalta o novo presidente. “A Anfavea sozinha não faz nada”, diz.

Para Belini, os próximos dois anos serão concentrados no aperfeiçoamento de toda a cadeia do setor, abrangendo fabricantes de autopeças, infraestrutura, logística, pesquisa, tecnologia, entre outros pontos. “Devemos crescer em vendas 8,2% neste ano, isso deverá fazer o país ser o quarto maior mercado do mundo. Mas o problema é que ainda somos o sexto produtor. É essa minha preocupação, temos que rever isso”, observa Belini sobre os gargalos que as fabricantes de veículos enfrentam.

Escala de produção é o que falta para o Brasil, de acordo com o novo presidente da Anfavea. O setor tem capacidade para produzir 3, 5 milhões de veículos, por 26 fabricantes. Segundo ele, a média por empresa é uma das mais baixas do mundo. “Vemos países que enfrentaram a crise e produziram 12 milhões de unidades.”, destaca o executivo.

Cledorvino Belini também acredita que a competitividade brasileira irá melhorar se o país investir na formação de engenheiros. O executivo afirma que suas metas na Anfavea incluem tornar o Brasil um centro de desenvolvimento de engenharia. “Temos a tecnologia mais avançada entre os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China)”, ressalta.

Ainda em relação ao desenvolvimento, Belini defende a alíquota de 35% sobre os veículos importados, como forma de proteção. “Em 2009, exportamos 475 mil unidades e importamos 400 mil unidades, mesmo com a barreira da alíquota. Já estamos deficitários”, diz. O volume de produtos exportados para este ano deverá ser de 530 mil, segundo projeções da entidade.

O controle da inflação por meio da taxa de juros também é considerado positivo pela Anfavea. “É fundamental crédito, renda e equilíbrio da inflação”, afirma. Sobre a tributação que afeta os preços dos veículos, Belini acredita que a única forma de mudar isso é com a reforma tributária. No entanto, a competitividade ajudará a reduzir os custos. “Quem dita o preço é o mercado, mas esse choque de competitividade irá colaborar para a redução de preços, sem dúvida.”

Vendas recorde para abril

Apesar de o balanço de vendas do mês de abril ainda não ter sido concluído, Belini adiantou que haverá uma pequena queda das vendas. A previsão é de que abril encerre com cerca de 280 mil unidades emplacadas, o que é volume recorde para abril. A redução em relação ao mês recorde de março, que teve 353 mil unidades comercializadas, é justificada pela antecipação de vendas causada pelo fim da redução do IPI no mês passado. “A média diária de vendas em abril foi de 13,7 mil veículos por dia, contra 15,3 mil em março”, afirma.

Belini não revela o volume da produção, mas ressalta que será alto por causa da reposição dos estoques. “No próximo mês veremos uma estabilização desses números”, observa.

De acordo com a Anfavea, até o dia 29 foram emplacadas 261.063 unidades. O último mês de abril recorde foi o de 2008, quando saíram das concessionárias 261.246 unidades.

Redutor 40%

Sobre a briga do setor de autopeças para igualar a alíquota de importação de peças, que atualmente favorece as montadoras, Belini afirma que mudar isso pode promover a importação de veículos completos. “Muitos modelos têm grande conteúdo de peças importadas”, ressalta Belini.

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) decidiu retomar uma disputa antiga com as montadoras: uma lei que desde 2000 reduz em 40% o Imposto de Importação de componentes automotivos trazidos por sistemistas (como são chamados os fornecedores diretos instalados nos complexos industriais) e montadoras. Na prática, enquanto os beneficiados pela lei trabalham com alíquotas entre 9% e 11%, as fabricantes que fornecem autopeças fora da linha de montagem pagam a alíquota cheia, que varia entre 14% e 18%.

Na noite desta sexta-feira, Cledorvino Belini irá se reunir com o presidente Lula durante cerimônia oficial de posse do cargo na Anfavea. (G1)