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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mercedes CLK63 Black Series: o indomável


Cupê recebe preparação pesada que inclui mudanças no visual e motor de 639 cavalos

Fazer concessões é algo inevitável na vida. O que parece fantástico no papel muitas vezes passa por uma série de revisões que podem simplesmente macular o que havia sido uma grande ideia. 




Tenho a impressão de que os executivos da Mercedes-Benz estavam todos de férias quando a série Black saiu da linha de montagem pela primeira vez. Era um carro tão diferente de tudo já feito que era difícil imaginar que houvesse saído da divisão AMG da Mercedes. O CLK63 série Black não entende o termo “concessões”. Você nota isso no momento em que o motor V8 6.2 litros ronca e todo seu corpo começa a vibrar. A sensação é quase erótica. Caso você um dia veja um série Black só em marcha lenta, dê uma olhada no motorista. É possível que ele (ou ela) esteja suando e trêmulo. 




O Mercedes CLK63 série Black da Evosport foi um estudo de sobrecarga sensorial. Ele tem uma pureza que está se tornando muito rara nos dias de hoje. Um veículo de produção limitada da divisão AMG da Mercedes-Benz dos quais apenas 350 exemplares serão vendidos nos EUA, seu motor V8 6.2 produz 507 cavalos. Não há bancos traseiros disponíveis para que seja mantido o peso baixo característico de um verdadeiro esportivo. Esse é o Porsche 911GT3 da Mercedes-Benz, e ele é tão letal nas ruas quanto é nas pistas. 


O Evosport CLK é rápido o suficiente para distorcer o espaço-tempo, com freios fortes o bastante para arrancar a vacina de pólio de seu corpo. E sua cabine é de primeira classe, uma bela mistura de luxo esportivo. O fato de não ter um banco traseiro não importa. Esse é um carro com o qual você quer estar a sós. 

Mas o que realmente intriga os sentidos é a rapidez da mudança de comportado para diabólico. O gargarejo grave do escapamento instantaneamente irrompe em algo tão dinâmico que faz as pedras rolarem das paredes de um desfiladeiro. Se os deuses gregos tivessem uma divindade para potência, esse seria o som de sua voz. 

Na configuração padrão, o CLK63 não é nenhum molenga. Munido de 507 cv e 64,8 kgmf de torque, ele é capaz de engolir 96 km/h em 4,1 segundos. O tempo do quarto de milha atinge 11 segundos com velocidade de 195 km/h. Considerada a propensão americana para corridas de arrancada nas ruas, você poderia achar que a Mercedes projetou esse carro com os estadunidenses em mente. (Auto News)


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pagani revela, enfim, o superesportivo Huayra


A Pagani, enfim, mudou de ares. Zonda, a brisa que sopra nos Andes Argentinos cedeu seu lugar ao Huayra, o vento dos Andes Peruanos. Após quase 12 anos de produção e pouco mais de uma centena de exemplares fabricados, o superesportivo Zonda se despede para a chegada do Huayra, o novo bólido da fabricante italiana. Fotos oficiais e informações preliminares sobre o novo supercupê foram divulgadas na noite desta terça-feira (25) pela Pagani, dias após fotos do modelo publicadas na edição espanhola da revista Car terem sido distribuídas na internet. A apresentação oficial do Huayra é aguardada para o próximo dia 1º de março, na abertura do Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça.

Visualmente, apesar de tratar-se de um superesportivo inédito, o novo superesportivo carrega em seu desenho as linhas definidas e musculosas que consagraram o Zonda. E assim como o seu antecessor, o Huayra exibe capô curto e curvado e a cabine segue no meio da carroceria. Na frente, o que mais chama a atenção é a ampla entrada de ar, protegida por uma grade de treliça. Os pequenos faróis auxiliares arredondados, que ficavam nas extremidades da abertura, foram substituídos por fileiras de diodos luminosos. Já os para-lamas dianteiros saltados continuam acomodando os dois faróis de cada lado e os espelhos retrovisores em forma de folha.

Nas laterais, a novidade é a fenda curvada nas portas, ao lado das rodas dianteiras. As portas, aliás, abrem-se para cima, no melhor estilo asa de gaivota, numa clara alusão ao Mercedes-Benz 300 SL. Seria uma homenagem à fornecedora do motor que empurra o Huayra? Um poderoso V12 6.0 litros biturbo AMG capaz de entregar 700 cv de potência e 102 kgfm de torque. Voltando ao design do Huayra, ele também herdou os captadores de ar laterais, assim como a saída quádrupla de escapamento no centro da seção traseira. As três lanternas redondas também foram preservadas, mas agora elas ficam agrupadas em uma posição mais elevada.

De acordo com o fabricante, o novo modelo mede 4,60 metros de comprimento, 2,79 m de distância entre-eixos, 2,03 m de largura e 1,16 m de altura. O peso do carro é de 1.350 quilos, distribuídos na proporção de 44%, sobre o eixo dianteiro, e 56%, atrás. O conjunto inclui ainda um câmbio automatizado de sete marchas e embreagem dupla capaz de fazer com que o cupê supere os 370 km/h.(CARSALE)

Mais fotos no site - Auto Sauer




domingo, 16 de janeiro de 2011

Mercedes-Benz AMG desenvolve novo V8

Motor 5.5 aspirado produzirá 422 cavalos de potência e equipará SLK55 AMG em 2012

O website internacional autoweek.com anunciou nesta sexta-feira (14) que a divisão esportiva da Mercedes-Benz, a AMG, está desenvolvendo um novo propulsor 5.5. Diferente do novo bloco 5.5 V8 biturbo exibido pela marca alemã, todavia, este motor não terá turbos e será utilizado no novo SLK55 AMG e no CLK AMG, de acordo com a publicação.

Conforme o website, o novo bloco V8 possui 90º entre as bancadas de cilindros e é capaz de produzir 422 cavalos de potência, 62 cv a mais do que o motor atual utilizado no  SLK55 AMG. Nenhuma informação sobre o torque do novo componente foi divulgada.

Em busca de maior eficiência, economia de combustível e diminuição da emissão de poluentes, afirmou o autoweek.com, o novo componente contará com sistema que inibe o funcionamento de até quatro cilindros, caso um rendimento extra não se faça necessário. O SLK55 AMG com o motor 5.5 aspirado será exibido ao público em 2012.(Carro Online)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Brabus cria o SV12 R Biturbo

Modelo de luxo baseado no Mercedes S 65 AMG acelera aos 100 km\h em 3s9 e vai a 350 km/h

A Brabus divulgou o chamado SV12 R Biturbo, seu novo sedã baseado no S65 AMG. De acordo com a preparadora especializada em automóveis da Mercedes-Benz, o modelo em questão é o mais rápido veículo de luxo do mundo.

Segundo a empresa, o modelo teve o propulsor 5.5 V12 completamente alterado, a começar pelas suas partes móveis internas: pistões, bielas e virabrequim foram substituídos por novos componentes maiores, o que aumentou o deslocamento do bloco para 6.3 litros. Novos coletores de admissão e escape, intercoolers refrigerados a água e nova central eletrônica, entre outros componentes, também foram implementados no projeto.

Após as alterações, o rendimento do propulsor saltou dos 612 cavalos de potência e 102 kgfm de torque para 800 cv e 144,8 kgfm de torque. Para evitar danos aos componentes da transmissão, todavia, a preparadora reduziu a força máxima para “apenas” 112,2 kgfm. O novo rendimento permite ao SV12 R Biturbo acelerar aos 100 km/h em 3s9 e atingir a velocidade máxima de 350 km/h.

Para manter a potência do modelo sob controle, a Brabus também incrementou o S 65 AMG com novos sistemas de freio e suspensão.(Carro Online)





 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

AMG – A preparadora das Mercedes


Nascida há quase 40 anos, ela sempre foi especializada em Mercedes-Benz. E fez um trabalho tão bom que, em 1999, foi adquirida pela própria fábrica!

Para quem gosta de carros, as três letrinhas presentes na tampa do porta-malas de alguns dos mais caros e exclusivos modelos da Mercedes-Benz não passam despercebidas. Por trás delas há quase 40 anos de história, numa saga que começou no interior da Alemanha. Estamos em 1967. Hans Werner Aufrecht (o A da sigla), em sociedade com Erhard Melcher (o M) fundam, na cidade de Burgstall (região de Grossaspach, o G), a AMG.


Especializada nos modelos Mercedes, a AMG sempre primou pela preparação criteriosa, com a vantagem de seus carros poderem ser utilizados no dia-a-dia. Em 1978, a empresa transfere sua sede para Affalterbach, onde permanece até hoje. Em 1988 começa a participar do campeonato de turismo alemão (DTM) e, em 1990, inicia seu primeiro projeto em parceria direta com a Mercedes-Benz, o que resultou na Mercedes C36 AMG em 1993, a versão esportiva da linha C.


Em 1999 as duas empresas se fundem e a AMG passa a ser parte da Mercedes. Em 2002 a AMG ganha um novo parque industrial e um show-room totalmente redesenhado.
Hoje a preparadora é mais uma fabricante de motores, além de participar do processo de “envenenamento” dos modelos da Mercedes que carregam a insígnia AMG. São produzidos cerca de 100 propulsores por dia, numa unidade fabril de 40 mil metros quadrados e que emprega cerca de 600 funcionários.


Principais modelos

O primeiro Mercedes a ser trabalhado pela AMG foi um modelo da então chamada Série S (que equivale à Classe S atual, numa mudança de nomenclatura que ocorreu logo após a chegada do Classe A, em 1998). O escolhido foi o 300 SEL, de chassi longo, que recebeu um motor V8 de 6,3 litros e potência de 280 cv. Isso em 1971! O carro apresentava um desempenho fantástico para a época, levando em consideração o porte e o peso, com números considerados muito bons até hoje: 0 a 100 km/h em 6,1 segundos e máxima de 230 km/h.



Em 1983 chega outro modelo marcante, o 190 E 3.2, com motor de seis cilindros em linha (3,2 litros de cilindrada) de 234 cv, suficiente para fazer de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e atingir 244 km/h de máxima. No ano seguinte a empresa lança o 300 CE 5.6, com motor V8 de 402 cv e 59,5 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em exíguos 5,6 segundos, marca difícil de se encontrar até hoje em carros modernos, com velocidade máxima declarada de “mais de 300 km/h”.



Em 1993 a Mercedes-Benz lança a versão esportiva da Série C, o C 36, que representa a conclusão do primeiro projeto conjunto entre as duas empresas. Com motor de seis cilindros em linha e 280 cv, vai de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos (com câmbio automático) e atinge a velocidade limitada eletronicamente de 250 km/h. Em 1995 o jipão da agora Série G passa pelo crivo da AMG e surge o G 55. Com 354 cv extraídos do motor V8 de 5,5 litros, ele acelerava. E muito, para um fora-de-estrada, fazendo de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, atingindo a velocidade máxima de 209 km/h. Lembre-se: estamos falando de um utilitário...

Em 1997 surge um daqueles modelos que estão fadados a virar carro de coleção. Além de exclusivo, pois apenas 25 unidades foram feitas, o CLK GTR é muito especial. O design até lembra um pouco o carro que a originou, o Mercedes CLK. Mas na verdade trata-se de um outro veículo, completamente diferente.


O motor V12, localizado na parte traseira, tem nada mais nada menos que 612 cv, com 77,5 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h é ultrajante: apenas 3,8 segundos. A máxima fica em torno de 320 km/h, dependendo da relação final de câmbio adotada. É um carro de corrida, sem dúvida, onde o Kevlar e a fibra de carbono foram aplicados na carroceria, assoalho, partes estruturais, painel de instrumentos e até mesmo nos coletores de admissão.



Em 1999 a AMG apresenta o SL 73, modelo conhecido por muito pouca gente. Trata-se de um SL com motor V12 de 525 cv e 70 kgfm de torque, que com esse conjunto baixou o mágico tempo de 5 segundos para a aceleração de 0 a 100 km/h. Ela precisa de apenas 4,7 segundos para fazer isso, uma marca que até hoje é digna de respeito. Deixaria um Ferrari Modena para trás, por exemplo. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h devido a um acordo de cavalheiros vigente na Alemanha entre as principais fábricas (BMW, Audi e Mercedes; apenas a Porsche ficou de fora) e que agora começa a ser quebrado...



Em 2004 é apresentado o CLK DTM para rua, com produção de apenas 100 unidades. Mais um monstro, com motor de 5,5 litros, sobrealimentado por compressor volumétrico (supercharger), 582 cv de potência e 80 kgfm de torque!!! Com isso faz de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e atinge 320 km/h.


A AMG tem versões de praticamente tudo o que a Mercedes produz, como a C55, CLK 55, SLK 55, SL 50 e 65, além do CL 55 e 65, G55, ML 55, S 55 e 65 e por aí afora. Falar de todos os modelos da AMG é difícil, pois na verdade são todos especiais. Para se ter uma idéia, a filosofia da preparadora é “um homem, um motor”. Ou seja, na capa superior do motor, quem foi responsável por sua montagem deixa o nome gravado. Nada mais exclusivo...


(Yahoo)