quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Vendas de veículos novos registram alta de 15% em julho
Emplacamento de 302.407 unidades é recorde para o mês.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Montadoras pressionam governo por IPI reduzido para carros flex
Ministros devem discutir incentivos para carros elétricos nesta quarta-feira.
Venda de veículos apresenta queda desde a volta do imposto integral.
A primeira versão do estudo elaborado pelo Ministério da Fazenda fazia menção ao etanol em apenas uma linha. Depois cresceu para um parágrafo na versão final que seria apresentada por Mantega. "O etanol era ignorado", disse uma fonte do governo. Um interlocutor do setor automotivo disse que o ideal seria que houvesse a redução definitiva de IPI para carros flex. Eles defendem o aperfeiçoamento da tecnologia para se tornar mais eficiente em consumo e emissões até que outra tecnologia mais avançada seja viável.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Redução do IPI ajuda a crescer vendas de carros importados
Redução do IPI para importados com motor até 2.0 ajudou.
As vendas de carros importados subiram 20% em relação ao ano passado. Parte da explicação está na redução do IPI, que também vale para importados com motor até 2.0. Além disso, as montadoras, que não conseguem vender lá fora, perceberam que podem ter um bom mercado aqui.
Os importados de luxo ganharam espaço: design diferenciado, tecnologia, motor potente. Um carro importado é objeto de desejo de muita gente. Ser importado já foi sinônimo de luxo. Mas com a entrada de novas marcas no mercado brasileiro chegaram também modelos mais acessíveis.
“O leque de importados tem para todos os tipos. Carros médios, carros de luxo e alto luxo”, diz o gerente de vendas Alvisi Cozza Neto.
Os mais vendidos são os produzidos no Mercosul e no México. O Brasil mantém um acordo de tarifa de importação zero para automóveis com essas regiões. A crise econômica, que derrubou o comércio de carros ao redor do mundo, tornou o mercado brasileiro ainda mais atraente para as montadoras. Além do benefício da redução do IPI, que vale também para importados com motor até 2.0, várias marcas decidiram fazer promoções. Querem negociar aqui o carro que não conseguem vender lá fora.
“Tem a redução do mercado em países como a Argentina e como o México. Aquela produção de lá que é combinada com as marcas existentes no Brasil têm que ser colocadas em algum lugar”, explica o presidente da Fenabrave Sérgio Reze.
Em uma concessionária, a procura por carros importados aumentou 30% este ano. De cada dez veículos vendidos, dois foram produzidos lá fora. Alguns modelos já estão em falta. Há lista de espera de 40 dias para certo modelo.
Segundo a Fenabrave - entidade que reúne as concessionárias no país - a venda de carros importados subiu mais de 20% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2008. Já a venda de carros nacionais subiu bem menos proporcionalmente, abaixo de 3%.
Esse aumento na venda dos importados, no entanto, não ameaça a produção nacional, diz o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, já que eles representam uma fatia pequena do mercado.
A indústria nacional concentra as vendas nos carros populares e médios. Os importados encontram um bom nicho de mercado no segmento de luxo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Indústria automobilística aposta no crédito para crescer sem desconto do IPI
Fim do desconto do IPI deverá promover queda nas vendas.
A proximidade do encerramento do ano traz uma dúvida comum entre as empresas do setor automobilístico: será a hora de se preparar para a retomada do mercado? Para os economistas presentes no Seminário Autodata Planejamento 2010, realizado nesta segunda-feira (17), em São Paulo, a resposta é sim. O cenário positivo é traçado pelos especialistas mesmo com o fim da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI).
De acordo com a economista chefe do ING Bank, Zeina Letif, abrir mão do desconto sobre o IPI não vai impactar negativamente o desempenho do próximo ano. “A redução do imposto foi essencial, mas dá para dizer que o pior da crise já passou”, observa a economista, que ressalta como fatores que ajudam neste quadro a pressão cambial forte, que não gerou inflação, e a preservação do salário do trabalhador.
Apesar dos sinais positivos de reação da economia brasileira, o diretor da empresa de consultoria AC Pastore & Associados, Afonso Celso Pastore, acredita que o humor do consumidor será afetado pelo fim do incentivo fiscal em um primeiro momento. “A redução do IPI vai trazer a retração da demanda. A queda de vendas não será menor a 5%”, alerta o consultor.
Por outro lado, disponibilidade de crédito (para empresas e consumidores) e exportação devem se recuperar no ano que vem, o que ajudará a indústria automobilística nacional a manter o crescimento. “Ainda há espaço para o Brasil crescer em termos de crédito. Exemplo disso, é que o volume das operações de crédito ao sistema financeiro do país dobrou em dois anos”, afirma o vice-presidente de negócios internacionais e atacado do Banco do Brasil, Allan Simões Toledo. Segundo ele, a crise foi de confiança, mas o setor financeiro já se recupera.
Afonso Celso Pastore reforça que as taxas de juros menores permitem crescimento econômico maior e, com o sistema bancário livre da crise, o crédito no país voltará à expansão e passará a corresponder mais de 50% do PIB.
Além da disponibilidade de crédito, a previsão dos especialistas é de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chegue a 4,3% em 2010 (ao partir de um patamar considerado baixo em 2009), já a taxa básica de juros (Selic) deverá ficar abaixo de 9% e o spread bancário cairá com a redução do nível de inadimplência.
Em relação às exportações – o grande obstáculo do setor -, Pastore acredita na recuperação da economia mundial e que os países asiáticos, puxados pelo crescimento da China e os Estados Unidos, – que possui agressiva política fiscal e monetária – serão os primeiros a sair da recessão. “A Europa vai sair mais lentamente, porque possui países em diferentes situações como Alemanha e França em recuperação e Itália e Espanha em dificuldade”, afirma o consultor.
O México, na visão dos economistas, irá acompanhar a retomada dos Estados Unidos. Já o chefe do Centro de Crescimento Econômico do IBRE, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samuel de Abreu Pessoa, acredita que a Argentina deverá crescer no próximo ano e voltará a importar produtos manufaturados do Brasil.
Pelo novo cenário traçado a partir de 2010 pelos especialistas, as chances de o próximo ano trazer novo recorde ao setor são grandes.
(G1)
domingo, 28 de junho de 2009
Prorrogação do desconto de IPI garantirá empregos, dizem especialistas
Retomada do crédito e queda da Selic também beneficiam o setor.
O mistério do governo sobre a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos mais uma vez gera euforia no mercado. Como aconteceu no final de março — antes de o benefício ser estendido por mais três meses — as concessionárias estão cheias de clientes que temem o fim do desconto, enquanto representantes do setor e consultores insistem no mesmo discurso: continuar com a redução significa manter o nível de emprego na indústria.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Redução do IPI para carros divide governo e indústria
Muitos consumidores aproveitam desconto antes do possível fim.
O fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já virou novela. Os sinais sobre a prorrogação do IPI têm sido bastante contraditórios. Em uma semana a sensação é que a redução será mantida. Em outra, quando os números da economia melhoram, parece que o imposto volta mesmo no 1º dia de julho. A redução do IPI dos carros começou em dezembro do ano passado e já foi renovada uma vez.
(G1)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Lula se diz favorável a corte permanente do IPI para carros

Ele disse que Dilma, se eleita, não abandonará pilares do governo atual.
Presidente concedeu entrevista exclusiva à agência de notícias Reuters.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer uma política permanente de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva até que a crise financeira internacional seja superada.
"A minha posição é de que nós precisamos transformar isso em uma política permanente até você ter sinais totais de que a crise está debelada", disse o presidente em entrevista exclusiva à Reuters nesta quarta-feira (10).
Ele afirmou ainda não ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas considera a medida um importante antídoto contra os efeitos da crise no Brasil.
Mantega verbalizou no início desta semana que não tinha nenhuma intenção de prorrogar pela segunda vez a redução do imposto. O alívio fiscal entrou em vigor em dezembro, com prazo inicial até março, quando foi estendido até o meio do ano.
Sobre os impactos da crise, Lula disse que seu governo está preparado para tomar medidas adicionais de estímulo à economia.
No âmbito político, afirmou que, se eleita, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do governo, deve manter os pilares macroeconômicos adotados desde sua posse, em 2003. "A seriedade da política econômica vai continuar."
Juros
No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a nova Selic, Lula defendeu com vigor a autonomia do Banco Central na definição do juro básico da economia. "Não quero que número seja político", enfatizou.
Perto de terminar seu segundo mandato como um dos presidentes mais populares da história, Lula admitiu que deixará o governo com a frustração de não ter implementado uma lei que desburocratize a execução de obras de infraestrutura.
"Nós fizemos tanta exigência nos marcos regulatórios que hoje eu acho que deveria, logo no primeiro ano (de governo), se soubesse que era assim, ter feito um projeto de lei para facilitar as coisas."
A um ano e meio das eleições, o presidente revelou o desejo de deixar para o sucessor um "novo PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento). "No ano que vem, eu pretendo apresentar o novo PAC", afirmou, prometendo deixar a herança com recursos previstos no Orçamento de 2011.
Comércio em real
Às vésperas de uma viagem internacional para encontrar os chefes de Estado de China, Índia e Rússia, os chamados Brics, Lula disse que tem interesse em implementar trocas comerciais em moeda local não só com essas mas com outras economias do mundo, em substituição ao dólar.
"O que queremos fazer com alguns parceiros comerciais, inclusive com o próprio Estados Unidos, é fazer com que a nossa moeda possa ser utilizada pelos nossos empresários. Ter que comprar dólar para pagar um produto que comprou dos Estados Unidos, eu quero pagar em real sem precisar comprar dólar", comentou.
Apesar da importância e da repercussão que o mero debate de uma alternativa ao dólar entre os emergentes gera, Lula afirmou: "Isso não é uma coisa que você faz um acordo e começa a funcionar no dia seguinte."
Sobre os Brics - conceito formulado no mercado financeiro para descrever as principais economias emergentes -, o presidente defendeu uma ação conjunta das quatro nações para reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e outros organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Mudou a geografia do mundo", ressaltou. "Os países ricos não são mais os únicos que decidem a capacidade produtiva e de consumo do mundo."
(G1)
quinta-feira, 5 de março de 2009
Lula diz que decisão sobre prorrogação de IPI não pode ser antecipada
Depois disse que uma resposta positiva prejudicaria a venda de carros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5), após participar do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que a decisão sobre se será prorrogada a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre a produção de automóveis não pode ser antecipada.
Por conta da crise internacional, o governo decidiu no final do ano passado estimular a venda de veículos e reduziu o IPI até o final de março. O jornal "Folha de S. Paulo" noticiou na quarta-feira (4) que o governo havia decidido prorrogar a medida por mais três meses.
Questionado sobre se prorrogaria a redução, Lula no início disse: “não vou”. Porém, explicou que um dos motivos para sua resposta era que esse tipo de medida não pode ser antecipada. “Deixa eu falar uma coisa: isso é o tipo da decisão que a gente não pode brincar. Se eu anuncio que não vou prorrogar, faço corrida aos carros. Se falo que vou prorrogar, faço parada aos carros”, argumentou.
Miguel Jorge e Mantega
O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, informou na quarta por meio de nota à imprensa que o governo não prorrogaria a redução do IPI.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que, até o momento, ainda não havia decisão de manter o IPI reduzido após o final de março. "Portanto, quem quiser comprar carro, não pode perder a oportunidade", disse.


