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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ford convoca recall do Focus 1.6


A Ford anunciou o recall do Novo Ford Focus modelo 2010 equipado com o motor Sigma 1.6. Segundo a empresa, a falha seria na vedação de um lote de unidades do reservatório de partida a frio, também conhecido como "tanquinho", que em casos extremos poderia causar vazamento  de gasolina e dificultar o acionamento do motor em dias frios, caso o carro esteja abastecido somente com etanol.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Etanol perde vantagem para a gasolina na maioria dos estados

Álcool é mais competitivo em 10 estados e gasolina compensa em 14.
Os dados são referentes a semana encerrada no último sábado (4).

Os preços do etanol seguem menos competitivos que os da gasolina na maioria dos estados brasileiros, de acordo com dados da dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana encerrada no sábado, dia 4, e compilados pelo AE Taxas, da Agência Estado. O álcool é competitivo nos postos de combustíveis de 10 estados brasileiros e em 14 o uso da gasolina é mais vantajoso.

No Distrito Federal, em Minas Gerais e em Pernambuco é economicamente indiferente o uso de um ou outro. A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina, ou seja, o motorista tem vantagem econômica com o preço do combustível de cana até esse porcentual do valor cobrado nos postos pelo derivado de petróleo.

O etanol está competitivo nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Goiás apresenta a maior competitividade do Brasil, de acordo com os preços levantados pela ANP, com o preço médio do etanol em 57,02% do cobrado pela gasolina. No Estado de São Paulo, que concentra quase 60% do consumo de etanol, a proporção está em 57,28%.

Segundo o levantamento, além de Goiás e São Paulo, o preço médio do etanol em Mato Grosso está em 58,33% do da gasolina, no Paraná em 60,66% e em Mato Grosso do Sul de 62,94%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima (preço do etanol é 82,55% do valor da gasolina) e no Acre (81,27%). No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal.(Auto Esporte)

 

terça-feira, 11 de maio de 2010

Preço do etanol caiu menos no início do mês, aponta FGV

Combustível permaneceu como um dos fatores de alívio para a inflação.
Valor médio da gasolina apresentou baixa de 0,32% no período. 

O valor médio do álcool caiu menos no início de maio, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira (10) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e realizado por meio do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).

Na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados no dia 7), o preço do combustível recuou 4,55% na média das sete capitais brasileiras que fazem parte da coleta: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. Em abril, o recuo havia sido mais expressivo, de 8,18%.

De acordo com a instituição, a baixa menos expressiva do álcool foi importante para alterar a tendência do grupo Transportes, que saiu de uma redução de preços de 0,10% em abril para uma pequena alta de 0,05% no levantamento mais recente. O combustível permaneceu, porém, como um dos fatores principais de alívio para a inflação, já que, da taxa geral de 0,78% registrada pelo IPC-S, contribuiu com baixa de 0,02 ponto porcentual.

No levantamento referente à gasolina, a pesquisa da FGV constatou que o preço médio do combustível apresentou baixa de 0,32% na primeira quadrissemana de maio. No encerramento do mês passado, a queda apurada havia sido bastante parecida, de 0,30%. (G1)

 

sábado, 10 de abril de 2010

Ford anuncia investimento total de R$ 4,5 bilhões no país até 2015

Valor é R$ 500 milhões superior ao anunciado no ano passado.
Com Lula, presidente da empresa disse que quer 'globalizar' EcoSport.

O presidente mundial da Ford, Alan Mulally, anunciou nesta quinta-feira (8) que a montadora vai ampliar os investimentos no Brasil em R$ 500 milhões. No total, serão investidos pela empresa no país R$ 4,5 bilhões até 2015. No ano passado, a montadora já havia anunciado R$ 4 bilhões em investimentos no país para o mesmo período.
O anúncio foi feito após uma reunião nesta tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que os recursos gerem cerca de mil novos postos de trabalho e aumentem a produção anual de 250 mil para 300 mil veículos.


Mulally disse ainda que os engenheiros da montadora no Brasil serão responsáveis pelo desenvolvimento da nova geração do modelo Ford EcoSport, que será vendido no país e exportado para o resto do mundo. “Nosso foco é apoiar o mercado brasileiro e os produtos que saem do Brasil para outros clientes da Ford fora do país”, disse o presidente da empresa. 


O executivo informou ainda que a maior parte dos recursos gerados com os investimentos será aplicada na própria Ford do Brasil. Segundo ele, o foco não é reverter o ganho em remessa de lucro para a matriz, nos Estados Unidos. “Vamos continuar a aumentar a capacidade de produção para atender à demanda”, disse.


Mulally informou ainda que o ano eleitoral não deve atrapalhar os investimentos da Ford no Brasil. Ele afirmou que a parceria da empresa com o país é de longo prazo. “No momento não vemos nenhum risco nas nossas relações de negócios com o Brasil. Estamos confiantes que a liderança [brasileira] vai estar focada no desenvolvimento econômico do país”, afirmou.


Etanol

O presidente da Ford também anunciou que a empresa pretende se dedicar ao desenvolvimento de veículos movidos a combustíveis alternativos. O foco no momento são carros “flex” que possam ser abastecidos tanto com gasolina quanto com etanol, ou outros combustíveis. “Estamos investindo na produção de veículos flex para poderem usar etanol e outros tipos de combustíveis novos. Também trabalhamos para ver no futuro carros movidos a hidrogênio”, disse.
(G1)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Preço do álcool cai e volta a ser vantagem

Segundo um levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço do etanol caiu e o combustível vegetal voltou a ficar competitivo em relação à gasolina em São Paulo. Segundo a agência, na semana entre os dias 21 e 27 de fevereiro, o preço médio da gasolina no estado era de R$ 2,487, enquanto o etanol custava R$ 1,806. É vantajoso usar gasolina quando o preço do álcool for mais que 70% do valor do combustível fóssil.

Entre os dias 14 e 20 de março, a diferença caiu entre a média de R$ 2,464 da gasolina e a de R$ 1,620 do etanol. Com isso, o combustível vegetal voltou a ser a melhor opção na hora de abastecer dentro do estado de São Paulo. Além do território paulista, o etanol é a melhor escolha em outros 18 estados brasileiros. A maior vantagem é no Paraná, onde o álcool custa 52% do valor da gasolina. O melhor lugar para optar pelo combustível fóssil é no Amazonas, onde o custo do etanol é 85,7% do da gasolina.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Brasil terá de aperfeiçoar a tecnologia flex, apontam especialistas

EUA aumentam rigidez para emissões e pressionam outros mercados.
Consumo de etanol ainda é elevado no sistema bicombustível brasileiro.

A corrida dos Estados Unidos para reduzir consumo de combustível e emissões começa tarde. Europa e Japão e até mesmo o Brasil já possuem programas contínuos que incentivam a indústria automobilística a investir em veículos mais ecológicos. Entretanto, o posicionamento agora rigoroso dos Estados Unidos influenciará os mercados emergentes a adotar soluções “verdes”, especialmente na adoção de combustíveis renováveis. Neste caso, o desafio brasileiro será aperfeiçoar a tecnologia flex, já que o consumo de álcool ainda é elevado nesse sistema.

“O Brasil por causa do etanol tem a vantagem do carro flex, mas terá de melhorar muito tecnologicamente. Do ponto de vista de emissão, o país está muito bem, mas em consumo está em desvantagem, porque o carro abastecido com álcool consome mais”, explica o vice-presidente da empresa de consultoria CSM Worldwide.

Para Cardamone, a busca pela redução de consumo virá também da forte pressão dos clientes e obrigará as montadoras a trazer tecnologias que já existem em outros mercados. E isso não demorará tanto. Segundo o vice-presidente da CSM Worldwide, esse movimento deverá acontecer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, entre 2015 e 2018.


Segundo o consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, a Unica tem conversado com as montadoras sobre o aperfeiçoamento do sistema bicombustível. “A gente entende que é possível agregar mais tecnologia aos veículos nacionais. Esperamos que o programa de etiquetagem de economia de combustível do Inmetro seja outro elemento motivador desta melhoria”, diz Szwarc.

Na opinião do consultor da Unica, a medida dos Estados Unidos não terá repercussão imediata, mas reforçará a nova legislação para combustíveis que será anunciada ainda este ano pela Agência Ambiental dos Estados Unidos, a exemplo do que foi adotado pelo estado da Califórnia. “Essas duas medidas combinadas poderão trazer impacto positivo sobre o etanol brasileiro (de cana-de-açúcar), que tem baixo nível de emissão em relação ao etanol do milho”, observa Szwarc.

Etanol é solução local

Apesar do interesse de fabricantes de veículos no uso de etanol, como é o caso da Ford, o álcool combustível é considerado uma solução energética restrita ao mercado brasileiro. “Só conseguimos os flex porque nos anos 80 tivemos carros a álcool, então diria que não foi nada planejado, o carro flex foi mais uma visão de marketing do que algo para resolver o problema ambiental”, avalia Cardamone.

Na visão do consultor, isso significa que o Brasil não se tornará grande exportador de etanol ou de tecnologia flex, exportando baixos volumes. De acordo com Cardamone, a América do Sul vai começar a fazer blends de 5% a 10% de álcool na gasolina. Acima de 25% de mistura, é preciso alterar os componentes do veículo, o que o torna ‘flex’, como é o caso de modelos E85 (com 85% de etanol e 15% de gasolina), já existentes nos Estados Unidos e na Europa. “Só a Colômbia adotará o E85, mas em 2012”, ressalta o consultor.

Entretanto, Alfred Szwarc diz que a dificuldade de exportar etanol para o mercado norte-americano em volume maior do que é vendido atualmente é uma questão de mercado. “O mercado dos EUA está deprimido, qualquer aumento de exportação vai estar relacionado ao aumento da demanda.Segundo ponto, há o fator preço, e aí entram as tarifas”, explica Szwarc sobre as dificuldades em melhorar a competitividade.

Segundo ele, não há perspectivas claras sobre como o novo congresso americano irá se comportar em relação às barreiras alfandegárias. “Historicamente, um congresso dominado por democratas é mais protecionista, vamos esperar para ver”, acrescenta.

Commodity

Para ajudar nas exportações, o Brasil tenta transformar o etanol em commodity. De acordo com o consultor da Trevisan Consultoria, Antônio Carlos Porto Araújo, o processo de “commoditização” é lento, mas ganhou ajuda com a mudança da nomenclatura de “álcool” para “etanol”. “O combustível vai entrar no mundo como etanol, para a commoditização é preciso seguir uma série de requisitos e classificações, que passam também pela nomenclatura”, observa Araújo. Segundo ele, outro mercado em potencial para a importação de etanol é o africano.

(G1)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

França vai comercializar novo biocombustível

Decreto autoriza a comercialização do E10, composto de 10% de etanol.
Ele será distribuído nos postos de gasolina franceses a partir de 1º de abril

Um novo biocombustível, o E10, será distribuído nos postos de gasolina franceses a partir de 1º de abril, informou nesta quarta-feira (4) a União Francesa de Indústria Petroleiras (UFIP).

Um decreto dos ministérios da Economia, da Ecologia e do Orçamento, publicado no final de janeiro, autoriza a comercialização do E10, composto de 10% de etanol (contra 5% anteriormente) e 90% de gasolina sem chumbo.

“60% dos automóveis que circulam na França devem ser compatíveis com esse novo combustível”, afirmou a UFIP, que não se pronunciou sobre o preço.

O governo espera assim reduzir a quantidade de gás causador do efeito estufa emitido pelos veículos e se antecipa assim as expectativas europeias.