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sábado, 27 de março de 2010

Freios Brembo, freios de alta-performance


Brembo é um fabricante de sistemas de freios, especiais para carros e motos "high-performance". Estabeleceu-se em Bergamo, Itália em 1961. Logo depois que a companhia foi fundada, se especializou em discos de freio, que foram exportados para o Reino Unido no princípio. Fizeram um contrato com a fábrica da Alfa Romeo em 1964, e viraram o fornecedor oficial de componentes de freios, logo em seguida para a Moto Guzzi em 1972.





Nos anos 80, começaram a fornecer para a Porsche, Mercedes-Benz, Lancia, BMW, Nissan, e Chrysler. Hoje a Brembo é fornecedora principal de sistemas de freios de desempenho e componentes.



A Brembo possui as certificações QS9000 e ISO 9001. A Brembo tem manufatura para a produção dos materiais iniciais, e fábricas que terminam o produto. Seus processos são feitos à máquina e são de alta qualidade. As máquinas executam cada etapa do processo, desde refinar à distribuição, incluindo montar, testar, e embalar.



Os freios da Brembo são equipamento padrão em marcas de super-carros, tais como Aston Martin, Porsche, Ferrari, Maserati, Mercedes-Benz , e Pagani, e em alguns carros esportivos americanos, Ford GT e carros tipo (Muscle-Cars). Outras marcas que têm freios Brembo (ou padrão ou como uma opção) incluem Alfa Romeo, Chrysler, Fiat, Honda/Acura, Nissan/Infiniti, Mitsubishi, Jaguar, land rover, Renault, ASSENTO e Subaru. E os fabricantes de motocicletas usam sistemas de freio da Brembo: Ducati, MV Agusta, Aprilia, Moto Guzzi, Bimota, BMW, Harley-Davidson, KTM, IMZ-Ural, Yamaha nos 2007 Yamaha modelo YZF-R6.


Freios Brembo são usados também por várias equipes da fórmula-1, incluindo Ferrari e as equipes da MotoGP da Yamaha e da Ducati. As fábricas são instaladas em Bergamo, e contam agora com mais de 4300 empregados, dentro do país e nas filiais no Brasil, China, Japão, México, América do Norte, Polônia, Espanha, Suécia, Reino Unido.

Espero um dia equipar meu antigo Opala com um belo par de freios Brembo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

As tecnologias de um F1

 
Os carros da Fórmula 1 são tão rápidos, atualmente, que pouco tem a ver com os automóveis comuns. A velha afirmação justificava a existência das corridas como laboratório da indústria deixou de valer: boa parte dos recursos usados nos carros de ponta não têm como ser aplicados aos que andam em ruas e estradas.



Freios, por exemplo. Na F-1 a eficiência é brutal - eles param um carro a 100 km/h em menos de 20 metros. Se fossem usados na rua, certamente provocariam um engavetamento - na mesma velocidade, um carro comum precisa de 40 metros para parar. Mas os de corrida só são eficientes quando aquecidos acima de 700º C, o que não é nada prático no dia-a-dia.



Outro ponto em que os Fórmula 1 se destacam é na aerodinâmica. Eles conseguem tanta pressão na vertical, a chamada downforce, que poderiam andar de cabeça para baixo. Ótimo para quem faz curvas a 300 km/h, mas nada que você possa aproveitar no dia-a-dia.



Asas para não voar - Todos aqueles penduricalhos que existem nos F-1 de hoje tentam minimizar a turbulência gerada pelas rodas descobertas, problema que não existe nos carros comuns. Para a indústria, a maior preocupação com a aerodinâmica é minimizar a resistência ao vento, para economizar combustível. Num carro de rua, andando até uns 120 km/h, aerofólios só servem de enfeite, além de aumentar o consumo.



Suspensão? Se você andar num F1 nem vai acreditar que o carro tem uma. Num carro de corrida, a missão de molas e amortecedores é manter as rodas coladas no chão. Conforto é uma palavra fora do vocabulário. Cada ondulação no asfalto bate duro na coluna do piloto. É de arrancar as obturações dos dentes.


Se tem uma coisa que faz com que os pilotos mereçam os milhões de dólares que recebem é o desconforto que passam numa corrida. Os carros são feitos sob medida, não têm um milímetro de espaço interior sobrando. O banco é moldado no corpo do piloto e nada macio. E, na hora de ir para a pista, os mecânicos apertam os cintos quase até ele parar de respirar.

Fragilidade - Mas, quem não gostaria de ter sob o capô os 800 e tantos cavalos de um motor campeão? Eu. O motor do meu carro não chega a ter um quinto dessa potência, mas possui qualidades que o de um F-1 não tem.

Para começar, se forem bem tratados, os motores de carros de rua são capazes de rodar mais de 200 mil quilômetros sem problemas. Já os dos bólidos de Alonso, Massa e seus companheiros, são que nem aquela mensagem do seriado Missão Impossível: se autodestróem depois de 1.200 km.

Os motores da F-1 podem ser poderosos, mas têm a fragilidade de um relógio de moça. Para render o máximo, sua peças têm que ser levíssimas e a resistência, o bastante para agüentar apenas duas corridas e suas curtas sessões de treinos. Se dependesse dos engenheiros, o vencedor de uma prova teria que chegar ao pódio a pé: o carro se desintegraria cem metros depois da bandeirada.



Portanto, dê o devido desconto aos comerciais que comemoram vitórias e títulos. Dependendo da perspectiva, o seu carrinho do dia-a-dia também é um vencedor.
(Autoesporte)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Baterias Automotivas


A importância da bateria

A bateria automotiva é uma peça comumente esquecida em qualquer que seja a preparação elétrica do carro, embora a sua importância seja enorme. Ela deve ser encarada como a primeira peça a ser avaliada antes de qualquer coisa, porque afinal, tudo depende dela.

Primeiro vamos esclarecer o que é uma bateria forte ou fraca:

A potência da bateria pode ser avaliada de acordo com a sua carga nominal que é a amperagem (A), toda a parte elétrica do carro funciona em 12 volts e cada equipamento consome uma certa amperagem, portanto quanto mais amperagem tem a bateria mais equipamentos ela suportará. 

O problema das baterias originais é que elas têm a capacidade para suportar somente a parte elétrica original do carro, tudo que for adicionado como módulos amplificadores de som, módulos de ignição e iluminação farão com que a bateria se desgaste mais rápida e não forneça energia suficiente, fazendo com que o investimento dos equipamentos não dêem o retorno desejado. 

Exemplo:

Um Ford Ka motor 1.0 tem bateria original de 40A. O carro necessita de uma energia de 40A para que todos os componentes elétricos funcionem bem durante várias horas, o pico de consumo (tudo ligado, ventoinha do radiador, farol, rádio original) não passa de 40A. Se instalado neste carro um módulo amplificador de som automotivo como um Banda 4.8 que precisa de pelo menos 40A para fornecer seus 480WRMS a bateria deve ter no mínimo 80A, sendo assim dividida, 40A para o carro e 40A para o módulo Banda, se deixar apenas à bateria original à potência do módulo e toda a parte elétrica irá oscilar de acordo com o consumo, em outras palavras, todos os componentes elétricos do carro vão “brigar” entre eles para ver quem consegue mais energia. Uma forma fácil de verificar isto é ligando a luz de teto do carro e o som junto, conforme bate a música à luz oscila, isto significa que a bateria não esta dando conta do recado. 

Quando a bateria não tem a amperagem necessária podem ocorrem vários problemas na parte elétrica do carro, as mais freqüentes são:

Oscilação na voltagem – Quando forçada à bateria com uma amperagem maior do que ela suporta a voltagem (12V) cai causando oscilação e podendo queimar componentes importantes ou seu mau funcionamento.

Duração de carga menor – Quando a bateria fica muito tempo em sua carga máxima não costuma segurar a carga por mais de 1 hora. Para aumentar a durabilidade de carga basta instalar uma bateria com maior amperagem. 

Baixa vida útil – Baterias automotivas que estão sempre sendo muito exigidas e já tiveram sua carga zerada não duram muito, é importante deixarem sempre com carga e com uma certa folga na amperagem.

Capacidade de carga

Toda bateria automotiva tem na sua etiqueta discriminado a capacidade nominal e a de pico para que o cliente saiba qual deve atender suas expectativas:
 
Capacidade nominal: É a capacidade de carga que a bateria suporta continuamente, é medida em amperes, normalmente vem na etiqueta “Bateria 12V 40A”. Isto significa que a bateria tem a capacidade de fornecer 40 amperes até o fim de sua carga. 

Capacidade de pico: É a capacidade de carga máxima que a bateria pode fornecer em pouquíssimo tempo, normalmente vem na etiqueta “capacidade de pico 650A”. Isto significa que a bateria tem a capacidade de fornecer 650 amperes em alguns décimos de segundo e depois despenca para a capacidade nominal. É uma medida muito importante para quem precisa de um som muito potente, quando tocadas músicas com batidas muito fortes o módulo amplificador de som aproveita toda essa capacidade de pico para suprir a necessidade. 

Tipos de baterias

Existem várias baterias no mercado com a mesma voltagem e amperagem, porem de tipos diferentes, basicamente se refere ao tipo de funcionamento:

Selada: Não requer manutenção, segundo o fabricante a água da bateria dura por toda a vida útil sem a necessidade de recarga, esta vida útil normalmente chega a 4 anos se a bateria for bem cuidada. Nestas baterias o processo químico para produzir eletricidade consome uma quantidade insignificante de água. O problema é que em alguns casos de sobrecarga a água desaparece da bateria e acaba inutilizando a mesma, não existe uma forma de recarregar ou verificar o nível da água.

Não selada: Requer manutenção, o nível da água deve ser verificado pelo menos uma vez por ano, se o nível da água estiver sempre completo a bateria pode durar tanto quanto uma bateria selada bem cuidada. Estas baterias o processo químico para produzir eletricidade consome água e por este motivo deve ser verificado e completado. A desvantagem fica por conta de ser mais uma coisa a ser verificada na hora da manutenção. 

Funcionamento da Bateria

As baterias automotivas são construídas com componentes derivados do chumbo. Dentro delas existem placas com cargas positivas de peróxido de chumbo e negativas de chumbo que ficam mergulhadas em uma solução de ácida sulfúrico diluída em água destilada ou desmineralizada. 

O fluido da bateria é consumido conforme o consumo e carga da mesma, algumas baterias consomem consideravelmente como as não seladas e precisam ser checadas sempre, outras consomem tão pouco que nunca requer recarga como as seladas. Caso o nível de fluido fique muito baixo a ponto de expor as placas de chumbo, elas danificam permanentemente. 

Deve-se tomar cuidado para não tombar as baterias automotivas para não vazar fluido, pois mesmo as seladas possuem respiros por onde pode escapar fluido. 

Alternador
O alternador é o componente do motor do carro responsável pela recarga da bateria, quando o motor está ligado ele gera eletricidade carregando a bateria para que ela possa armazenar energia para se usada quando o motor estiver desligado.

Quando trocado a bateria por uma de maior amperagem o tempo de carga total é proporcional, ou seja, se para carregar uma bateria original de 40A demora 1 hora, para carregar uma de 80A demora 2 horas com o mesmo alternador. 

Para aquelas pessoas que utilizam o carro toda semana e tem um som potente e bateria maior, mas não utiliza o som com sua potência máxima todos os dias o alternador original pode ser o suficiente, já que dá tempo de recarregar totalmente a bateria.

Recomendamos a troca do alternador por outro maior somente para carros que consomem muita eletricidade e rodam pouco.

O alternador é um componente que rouba potência do motor, quanto maior o alternador maior é a potência roubada. Em carros populares de baixa cilindrada é possível perceber facilmente a potência perdida, portanto tenha a certeza de que realmente precisa trocar o alternador do carro.